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Banco Central cria teto de R$ 15 mil para Pix e TED em fintechs após operação contra crime organizado

Medida busca fechar brechas usadas por organizações criminosas e reforçar a segurança financeira do país.

Desde sempre usamos o Pix com confiança: pelo menos até hoje. Nesta sexta-feira (5), o Banco Central decidiu apertar o cerco ao crime organizado, estabelecendo um teto de R$ 15 mil para transações via Pix e TED realizadas por fintechs não autorizadas ou por meio de PSTI (Prestadores de Serviços de Tecnologia da Informação). A decisão chega como um alerta e um alívio: segurança reforçada para todos nós que seguimos fazendo transações do dia a dia com temor crescente.

Fechando brechas usadas por criminosos

A nova medida é reação direta à chamada “Operação Carbono Oculto”, deflagrada em 28 de agosto pela Receita Federal. A investigação revelou como redes criminosas utilizavam fintechs para lavar dinheiro, com os recursos movimentados em “contas-bolsão” que agregavam dinheiro de diferentes clientes e dificultavam o rastreamento. A partir desta operação, o Banco Central decidiu impor limites que reduzam esse risco.

Como funciona o novo teto

A regra estabelece que fintechs não autorizadas e aquelas conectadas via PSTI só poderão processar até R$ 15 mil por dia em TED ou Pix. A ideia é dificultar o uso dessas plataformas como canais de lavagem de dinheiro, obrigando maior controle e rastreabilidade nos valores movimentados.

Transparência sem comprometer o cidadão comum

Vale reforçar que essa restrição atinge apenas as empresas; o usuário de banco digital ou tradicional não é afetado diretamente nessa limitação. E, ao contrário do que boatos sugeriram, não há criação de impostos ou taxas sobre o uso do Pix: algo que o Banco Central e a Receita têm sido veementes em esclarecer.

Desde janeiro de 2025, a Receita já exige que transações acima de certos valores (R$ 5 mil mensais para pessoa física, R$ 15 mil para jurídica) sejam informadas por todas as instituições, integrando o monitoramento via e-Financeira e garantindo sigilo bancário: a autoridade fiscal só recebe valores consolidados, sem detalhamento de origem ou destino das transações.

Um passo confiável para proteger o sistema

Com essa decisão, o Banco Central reforça sua memória institucional: o Pix nasceu para ser prático, ágil e seguro. Alcançando milhares de transações por segundo, o sistema se consolidou como meio de pagamento predominante, e mostra que a autoridade monetária está atenta aos riscos é essencial para manter a confiança. Essa medida é um passo nesse caminho. Contra a furtividade do crime organizado, nosso sistema financeiro dá um passo firme: invisível na rotina, mas fundamental para proteger o que é seu, o que é nosso.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação

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