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Bolsa Família e BPC: beneficiários terão contas bloqueadas em sites de apostas

Governo federal determina que plataformas consultem base de dados para impedir jogos de usuários de programas sociais.

O acesso a jogos de azar online ficará restrito para beneficiários do Bolsa Família e do BPC (Benefício de Prestação Continuada). A medida, anunciada pelo governo federal, visa proteger os recursos de pessoas em situação de vulnerabilidade, garantindo que os benefícios sociais cumpram seu papel principal: atender às necessidades básicas de milhões de brasileiros.

Bloqueio e devolução de valores

Com a mudança na legislação, empresas de apostas devem consultar periodicamente a base de dados do Sigap (Sistema de Gestão de Apostas) durante o cadastro, login e momentos de controle dos usuários. Se o CPF constar da lista de beneficiários do Bolsa Família ou do BPC, o cadastro deverá ser bloqueado, a conta encerrada e os valores depositados devolvidos ao titular em até três dias.

A instrução normativa da Receita Federal determina que consultas ao Sigap devem ocorrer pelo menos a cada 15 dias para identificar novos beneficiários que tenham se cadastrado nas plataformas.

Implantação e cumprimento da lei

A norma entrou em vigor em 1º de outubro, e as empresas têm até 30 dias para implementar os procedimentos obrigatórios. O governo reforça que os benefícios não serão suspensos: a responsabilidade é exclusiva das plataformas de apostas em cumprir a restrição.

O Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) desenvolveu a funcionalidade do Sigap por demanda do Ministério da Fazenda. A ação faz parte do Módulo de Impedidos, sistema maior que visa controlar o acesso de beneficiários de programas sociais a atividades de risco, seguindo decisão cautelar do STF (Supremo Tribunal Federal) e recomendações do TCU (Tribunal de Contas da União).

Proteção e responsabilidade social

A medida reforça a importância de proteger recursos públicos e evitar que pessoas em situação de vulnerabilidade financeira sejam prejudicadas por apostas. A iniciativa também coloca o Brasil na linha de frente de políticas públicas que combinam tecnologia e responsabilidade social para garantir que benefícios sociais cumpram seu objetivo de sustento e inclusão.

Texto: Daniela Castelo Branco

Fto: Divulgação/Agência Brasil

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