Produtores rurais retomam protesto e bloqueiam trecho crucial da rodovia em Rondônia, enquanto reivindicam respostas de políticas públicas há meses.
Hoje, pela manhã, a BR-364 amanheceu com o tráfego interrompido pelo terceiro dia seguido no km 563, na entrada de Cujubim, em Rondônia: um cenário que tem se repetido desde quarta-feira (28) e que ressoa na rotina de motoristas, comunidades e o agronegócio local. A cada hora de espera nas longas filas, estão não apenas veículos presos, mas também milhares de histórias de quem depende daquela estrada para trabalhar e seguir com a vida.
Protesto se estende por reivindicações antigas
O bloqueio, acompanhado de perto pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), é protagonizado por produtores rurais e moradores da região que exigem respostas concretas do poder público sobre demandas que vêm de 2025 e, segundo eles, ainda não foram cumpridas.
Entre as principais reivindicações estão:
Cobranças envolvendo plano de desocupação e pedágio
Os manifestantes pedem a revogação do plano de desocupação que envolve áreas próximas à Estação Ecológica Soldados da Borracha: um acordo que, para eles, ameaça sua forma de vida e produção. Além disso, criticam os valores do novo pedágio implantado na BR-364, que, segundo agricultores, encarecem ainda mais o escoamento da produção.
Acompanhamento da PRF e situação do tráfego
A PRF informou que o bloqueio total segue sem previsão de liberação definitiva e que apenas ambulâncias e veículos em emergência têm passagem autorizada. Em alguns momentos, o protesto ocorre de forma alternada; com a rodovia fechada por cerca de duas horas e liberada por outras duas, mas a tensão permanece constante para quem precisa trafegar pelo trecho estratégico da Nova BR-364, que liga municípios como Ariquemes, Itapuã do Oeste e Cujubim.
Impactos e expectativas nas comunidades
O terceiro dia de bloqueio expõe não apenas o desgaste físico e financeiro de quem passa pela rodovia, mas também a frustração de quem sente suas vozes não ouvidas. Para muitas famílias e produtores da região, a BR-364 não é apenas uma via de transporte: é a artéria que sustenta lares, negócios e sonhos. A cada quilômetro parado na fila, cresce também a pergunta que ecoa entre eles: até quando as promessas e acordos deixarão de se traduzir em ações?
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Portalp1













