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Brasil tenta última cartada contra tarifaço de Trump e chanceler Mauro Vieira aguarda abertura para negociar

Ministro das Relações Exteriores está em Nova York para evento da ONU, mas pode seguir a Washington se governo americano demonstrar disposição ao diálogo.

Enquanto o relógio corre rumo ao prazo final imposto por Donald Trump para o início de um tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros, o Brasil mantém a esperança de uma reviravolta de última hora. Em meio ao impasse, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, desembarcou neste domingo (27) em Nova York e aguarda um sinal do governo norte-americano para abrir uma frente de negociação direta.

Oficialmente, o chanceler brasileiro participa de uma conferência internacional da ONU sobre a criação do Estado palestino, mas a viagem ganhou contornos estratégicos. Caso haja abertura por parte da gestão Trump, Mauro Vieira está disposto a esticar sua estadia nos Estados Unidos e seguir para Washington, numa tentativa final de evitar a entrada em vigor das tarifas, prevista para a próxima sexta-feira, 1º de agosto.

Segundo o Itamaraty, a disposição do Brasil em negociar tem sido reiterada às autoridades americanas, mas, até o momento, as tentativas de diálogo por canais diplomáticos formais esbarraram em portas fechadas.

Um dos poucos interlocutores a conseguir algum espaço foi o vice-presidente Geraldo Alckmin, que conversou recentemente com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick. No entanto, a resposta recebida foi desanimadora. Em entrevista à Fox News neste domingo, Lutnick confirmou que o prazo será mantido e não há previsão de prorrogação.

Diante desse cenário, o gesto de Mauro Vieira é mais que diplomático: é um esforço político para evitar prejuízos bilionários ao setor produtivo brasileiro. Se o governo Trump aceitar conversar, ainda há tempo para uma saída negociada. Caso contrário, o tarifaço começará a valer em questão de dias, aprofundando a tensão comercial entre os dois países.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação

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