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Brasileiros detidos em flotilha são deportados de Israel para a Jordânia

Ativistas que levavam ajuda humanitária à Faixa de Gaza foram libertados após dias de tensão e levados até a fronteira entre os dois países.

Depois de dias de incerteza e apreensão, os 13 brasileiros detidos por Israel após a interceptação da flotilha Global Sumud, que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza, foram finalmente libertados e deportados para a Jordânia na manhã desta terça-feira (7). A libertação encerra um dos capítulos mais tensos da missão, marcada por solidariedade, coragem e o desejo de levar esperança a uma das regiões mais castigadas do mundo.

Transferência e apoio consular

Segundo informações da organização responsável pela flotilha, os ativistas foram transferidos por via terrestre da prisão de Ktzi’ot até a fronteira com a Jordânia, em uma operação realizada por volta das 6h, horário de Brasília (12h no horário local). O governo brasileiro confirmou que representantes da embaixada estavam no ponto de fronteira “para qualquer eventualidade”, prestando o suporte necessário aos cidadãos deportados.

Entre os brasileiros estão a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) e o ativista Thiago Ávila, além de Bruno Gilga Rocha, Lucas Farias Gusmão, João Aguiar, Mohamad El Kadri, Mariana Conti, Gabrielle Tolotti, Ariadne Telles, Lisiane Proença, Magno Carvalho Costa, Victor Nascimento Peixoto (Mansur Peixoto) e Miguel Viveiros de Castro.

Missão interrompida, mas não esquecida

Os brasileiros faziam parte da flotilha Global Sumud, composta por cerca de 40 embarcações internacionais que buscavam romper o bloqueio à Faixa de Gaza e entregar ajuda humanitária à população palestina. A ação foi interceptada por forças israelenses na última quarta-feira (1º), quando todos os tripulantes foram detidos.

Até o momento, apenas Nicolas Calabrese, cidadão argentino-italiano residente no Brasil, havia sido deportado. Ele chegou ao país na noite de segunda-feira (6), desembarcando no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.

Um gesto de solidariedade que ultrapassa fronteiras

Mais do que uma missão humanitária, a flotilha carregava sonhos e o desejo profundo de paz. Mesmo impedidos de seguir até Gaza, os brasileiros deixaram um rastro de empatia que atravessa fronteiras e toca corações. Foram dias de medo, mas também de fé: de acreditar que, mesmo diante das barreiras impostas pelo mundo, o amor ao próximo ainda pode ser o barco que nos leva adiante.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/CNN

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