Patrick Burgener e Augustinho Teixeira disputam as classificatórias do halfpipe em Livigno nesta quarta-feira, a partir das 15h30.
Em meio à neve de Livigno, na Itália, dois brasileiros prometem levar as cores verde e amarela para uma das pistas mais desafiadoras dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026. Nesta quarta-feira (11), Patrick Burgener e Augustinho Teixeira fazem suas estreias no snowboard halfpipe masculino, marcando mais um capítulo da presença brasileira na competição.
A partir das 15h30, no horário de Brasília, a dupla entra na pista do Livigno Snow Park para disputar as classificatórias. Cada atleta terá direito a duas descidas, em busca de uma vaga nas próximas fases.
Horários das descidas
Os brasileiros participam de duas corridas classificatórias:
Corrida 1
Data: 11/02/2026
Horário: 15h30 (de Brasília)
Corrida 2
Data: 11/02/2026
Horário: 16h27 (de Brasília)
A transmissão das provas acontece pelos canais detentores dos direitos oficiais dos Jogos Olímpicos no Brasil, tanto na TV quanto nas plataformas de streaming.
Trajetórias que cruzam fronteiras
Apesar de competirem pelo Brasil, os dois atletas nasceram fora do país. Patrick Burgener, de 31 anos, nasceu na Suíça. Já Augustinho Teixeira, de apenas 20 anos, é natural da Argentina. Ambos têm mães brasileiras, o que garante a eles o direito de representar o país nas competições internacionais.
Na terça-feira (10), a dupla participou do último treino antes da classificatória, ajustando detalhes técnicos e se adaptando às condições da pista.
Desafio na neve e sonho olímpico
O halfpipe é uma das provas mais técnicas e plásticas do snowboard. Os atletas descem uma pista em formato de U, realizando manobras aéreas que são avaliadas por critérios como dificuldade, execução e amplitude.
Para um país tropical, ver atletas brasileiros competindo em alto nível na neve ainda é algo que desperta curiosidade e orgulho. Cada salto e cada giro carregam não apenas pontos na avaliação, mas também o peso simbólico de representar o Brasil em um cenário historicamente dominado por nações do frio.
No silêncio gelado das montanhas italianas, Patrick e Augustinho levam consigo muito mais do que pranchas e capacetes. Levam sonhos, histórias e a certeza de que o esporte é capaz de atravessar fronteiras; inclusive as de clima e geografia.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Reprodução/Instagram @patburgener













