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Casares na berlinda: o que você precisa saber sobre a votação de impeachment no São Paulo

Conselho Deliberativo se reúne no Morumbis em um dos dias mais tensos da política recente do clube.

O São Paulo entra em campo nesta sexta-feira (16) para uma disputa que não acontece com bola rolando, mas que pode marcar profundamente os rumos do clube. A votação do pedido de impeachment do presidente Julio Casares promete um clima de tensão, expectativa e divisão nos bastidores do Tricolor, em um momento em que a política interna passa a ocupar o centro das atenções da torcida e dos conselheiros.

A reunião do Conselho Deliberativo está marcada para as 18h30, no Salão Nobre do Morumbis, e será realizada em formato híbrido, com participação presencial e online. A decisão pelo modelo não partiu do clube, mas da Justiça, que rejeitou o recurso são-paulino para que a votação ocorresse exclusivamente de forma presencial.

Como será a votação

A sessão desta sexta-feira seguirá regras bem definidas. Para que a reunião seja instalada, é necessário um quórum mínimo de 191 conselheiros. Já para que o pedido de impeachment seja aprovado, são exigidos 171 votos favoráveis, o equivalente a dois terços do Conselho Deliberativo.

A expectativa é de um encontro longo, com discursos duros e bastidores aquecidos, refletindo a importância do momento para a vida política do clube.

Por que Casares enfrenta o pedido de impeachment

O pedido de impeachment contra Julio Casares tem como base uma denúncia tornada pública em dezembro do ano passado. O caso envolve um suposto esquema de comercialização irregular de camarotes do Morumbis em dias de shows.

Segundo a denúncia, Douglas Schwartzmann, diretor adjunto das categorias de base, e Mara Casares, diretora feminina, cultural e de eventos do clube e ex-esposa do presidente, estariam envolvidos no esquema investigado.

Quem assume se Casares cair

Caso o Conselho aprove o impeachment, o estatuto do São Paulo é claro: a presidência passa automaticamente para o vice-presidente, primeiro na linha de sucessão.

Atualmente, o cargo é ocupado por Harry Massis Júnior, empresário de 80 anos, vice-presidente desde 2021 e sócio do clube há 61 anos. Figura tradicional da política são-paulina, Massis já exerceu diversas funções no clube e integrou as delegações campeãs mundiais de 1992 e 1993, quando atuava como diretor adjunto administrativo.

Fora do futebol, ele comanda o tradicional Hotel Massis, na Consolação, e atua no setor de garagens e estacionamentos.

Se Casares for mantido no cargo

Se o número de votos favoráveis ao impeachment não atingir os 171 conselheiros, Julio Casares permanece na presidência do São Paulo. O atual mandato do dirigente se encerra no fim deste ano, o que mantém aberto o debate sobre o futuro político do clube mesmo em caso de vitória nesta votação.

Mais do que uma decisão administrativa, a reunião desta sexta-feira expõe feridas, disputas de poder e diferentes visões sobre o que o São Paulo deve ser dentro e fora de campo. Independentemente do resultado, o dia promete deixar marcas profundas em um clube acostumado a decisões históricas e que, mais uma vez, vive um daqueles momentos em que o futuro começa a ser definido longe das quatro linhas.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Reprodução/CNN

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