Ministro André Mendonça prorroga inquérito e aponta necessidade de novas perícias e diligências da Polícia Federal.
O avanço das investigações sobre o Banco Master ganhou mais tempo e, com isso, também aumenta a expectativa sobre o que ainda pode vir à tona. Em meio a um cenário de suspeitas complexas e ramificações delicadas, o Supremo Tribunal Federal decidiu estender por mais 60 dias o inquérito que apura possíveis fraudes envolvendo a instituição financeira.
A decisão foi tomada pelo ministro André Mendonça, novo relator do caso, justamente no momento em que o prazo anterior, definido pelo ministro Dias Toffoli, chegava ao fim nesta segunda-feira. A medida atende a um pedido baseado na complexidade e na quantidade de material ainda pendente de análise.
Volume de provas desafia investigação
O inquérito reúne uma grande quantidade de evidências coletadas ao longo das fases da operação, incluindo celulares, computadores e uma série de documentos que ainda precisam passar por perícia técnica detalhada.
Segundo avaliação das autoridades, o volume e a complexidade dos dados exigem mais tempo para que a Polícia Federal consiga avançar de forma consistente na apuração dos fatos.
As investigações estão relacionadas à CPMI do INSS e à chamada Operação Compliance Zero, que levantaram suspeitas sobre práticas irregulares envolvendo o banco.
Próximos passos da apuração
Além da análise do material já apreendido, a prorrogação também abre espaço para a realização de novas diligências, consideradas essenciais para esclarecer os diferentes níveis do esquema investigado.
A expectativa é que, nos próximos meses, a Polícia Federal aprofunde conexões, identifique responsabilidades e avance na compreensão de como as supostas fraudes teriam sido estruturadas.
Em casos como esse, o tempo não é apenas um detalhe processual, mas um elemento decisivo para que a verdade venha à tona. Em meio a documentos, perícias e cruzamento de informações, o que está em jogo vai além de um inquérito: é a confiança nas instituições e a capacidade de o país responder, com rigor, a suspeitas que atingem o coração do sistema financeiro e político.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Carlos Moura/STF













