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Centrão esfria aposta em Tarcísio após pesquisa e reforça cenário pró-Flávio Bolsonaro

Levantamento da Genial/Quaest reduz margem para convencer Jair Bolsonaro e muda estratégia da centro-direita para 2026.

O resultado da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira (16) levou partidos do Centrão a desmobilizarem o chamado “Plano Tarcísio”, que previa o apoio do bloco à candidatura do governador de São Paulo à Presidência da República em 2026.

MDB, PSD e PP vinham apostando em números favoráveis nas pesquisas de intenção de voto como principal argumento para convencer o ex-presidente Jair Bolsonaro a endossar o nome de Tarcísio de Freitas. O levantamento, no entanto, frustrou essa estratégia ao mostrar que o senador Flávio Bolsonaro aparece com intenção de voto semelhante à do governador paulista, ainda que com rejeição maior.

Outro dado que acendeu o alerta entre dirigentes da centro-direita foi o aumento da rejeição a Tarcísio, ao mesmo tempo em que caiu o nível de conhecimento do eleitorado sobre ele no cenário nacional. Para líderes partidários, isso levantou dúvidas sobre a capacidade de o governador ampliar sua competitividade fora de São Paulo e enfrentar diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A avaliação predominante é de que, após a divulgação da pesquisa, Jair Bolsonaro dificilmente mudará de posição no curto ou médio prazo. O entendimento é de que o eleitorado de oposição está mais disposto a votar em um nome identificado como “anti-Lula” do que necessariamente em um candidato específico.

Diante desse diagnóstico, segundo apuração da CNN, interlocutores do Centrão já começaram a sinalizar ao mercado financeiro, que via Tarcísio como alternativa mais palatável, que Flávio Bolsonaro tende a ser o nome da direita na disputa presidencial.

O novo cenário também levou o senador a intensificar articulações políticas. A ideia é ampliar o diálogo com siglas como PSD, MDB, NOVO, União Brasil e PP, com o objetivo de compor uma chapa competitiva. Entre as possibilidades, está a indicação de um vice-presidente por um desses partidos.

Um dos nomes defendidos é o do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, visto como estratégico para fortalecer a candidatura no segundo maior colégio eleitoral do país. Também ganha força, dentro do PL, a tese de uma vice mulher com perfil moderado. Entre os nomes citados estão as senadoras Teresa Cristina (PP-MS) e Damares Alves (Republicanos-DF).

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/CNN Brasil

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