Em um duelo explosivo que sacode os bastidores do Poder, o senador Bagatolli enfrenta o ex-governador Cassol com postura firme, elegendo o povo rondoniense como sua única bússola.
Há brigas que abalam o status quo. Quando se dá entre dois bilionários catarinenses com influência histórica no Cone Sul de Rondônia, torna-se quase um drama clássico da política regional. E foi justamente isso que se viu nesta semana com o embate entre o senador Jaime Bagatolli (PL) e o ex-governador Ivo Narciso Cassol (PP).
O estopim disparou em Vilhena, durante entrevista de Cassol em uma rádio local, quando ele acusou o senador de ser um “falso moralista”. A faísca simbólica surgiu durante debate sobre o PLP 192/2023: projeto que altera prazos de inelegibilidade previstos na Lei da Ficha Limpa, no qual Bagatolli votou não.
Em resposta enérgica, Bagatolli postou no Instagram:
“Eu sou senador não por sua causa, Ivo Cassol… em absolutamente nada!”
E arrematou com a frase que virou mote da briga:
“Não te devo nada, Narciso.”
O senador sublinhou que sua vitória em Rolim de Moura, cidade natal de ambos, foi conquistada sem qualquer apoio da família Cassol, criando tensão em seu reduto eleitoral.
Ele também declarou sua fidelidade ao eleitorado:
“Votei conforme minha consciência, sem rabo preso, com compromisso apenas com o povo rondoniense… entrei na política para retribuir tudo que Rondônia me deu.”
Entre acusações e defesas públicas, Bagatolli inclusive confessou sua admiração por Jair Bolsonaro:
“Eu queria tanto esse homem na Presidência, que eu trocaria o meu mandato para ele ser presidente da República.”
Contexto e Históricos Convergentes
• Ambos têm origem em Santa Catarina, e ascenderam no cenário político a partir do “toreio” do Cone Sul de Rondônia: dirigindo caminhões por estradas ainda em construção, simbolizando uma trajetória de fundo popular e obstáculos geográficos compartilhados.
• Ivo Cassol é uma figura política consolidada: iniciou como prefeito de Rolim de Moura, foi governador de Rondônia, e senador entre 2011 e 2019. Sua carreira teve momentos dramáticos: como a cassação do governo em 2008 por acusação de compra de votos, além dos recentes desdobramentos envolvendo votações controversas e escândalos investigativos.
O Que Está em Jogo
Este embate transcende ofensas pessoais. Ele ecoa em várias frentes:
1. Imagem pública: Bagatolli reforça sua figura como parlamentar sem amarras políticas, contestando a narrativa de falsidade de Cassol.
2. Polarização local: O choque evidencia a disputa por influência no interior de Rondônia, especialmente em regiões como o Cone Sul, palco de poderosas redes eleitorais.
3. Repercussão política: Se os “bombeiros políticos” não atuarem, a tensão pode se alastrar e impactar alianças, apoios e até a governabilidade estadual: o que torna este embate mais do que uma troca de farpas, mas um teste para a estabilidade do tabuleiro político rondoniense.
Confira aqui o vídeo do senador Jaime Bagatolli postado no seu instagram pessoal
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Diário RO













