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Chuvas devastam a Zona da Mata e número de mortos chega a 54 em Minas Gerais

Juiz de Fora concentra a maioria das vítimas; há desaparecidos e mais de 3,5 mil pessoas fora de casa.

A chuva que não dá trégua transformou ruas em rios, casas em escombros e deixou um rastro de dor na Zona da Mata mineira. Subiu para 54 o número de mortos após os temporais que atingiram municípios como Juiz de Fora e Ubá, segundo confirmação do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais nesta quinta-feira (26).

O cenário é de destruição e busca incessante por desaparecidos. Famílias enfrentam não apenas a perda material, mas a angústia de não saber o paradeiro de parentes em meio ao caos.

Juiz de Fora concentra maior número de vítimas

De acordo com o balanço mais recente, Juiz de Fora registra 48 mortes. Em Ubá, seis óbitos foram confirmados. As equipes de resgate continuam mobilizadas na tentativa de localizar 15 pessoas que seguem desaparecidas: 13 em Juiz de Fora e duas em Ubá.

Desde o início dos temporais, centenas de moradores precisaram ser resgatados em áreas alagadas ou sob risco de deslizamento.

Mais de 3,5 mil pessoas fora de casa

A Prefeitura de Juiz de Fora informou que o número de desabrigados e desalojados já ultrapassa 3,5 mil pessoas. São famílias que perderam tudo ou precisaram deixar suas casas às pressas para preservar a própria vida.

A Defesa Civil de Minas Gerais contabilizou 1.257 ocorrências relacionadas às chuvas desde a última segunda-feira. Entre os registros estão deslizamentos de terra, quedas de muros, alagamentos e imóveis interditados por risco estrutural.

Alerta permanece para novos temporais

Segundo a Defesa Civil estadual, a atuação de uma frente fria mantém o tempo instável nesta quinta-feira (26), com condições favoráveis à continuidade das chuvas.

O alerta inclui possibilidade de novos alagamentos, enxurradas e deslizamentos, além de pancadas intensas acompanhadas de raios, trovoadas, rajadas de vento que podem chegar a 80 km/h e até ocorrência isolada de granizo.

Minas Gerais volta a viver dias de apreensão, em que cada nova nuvem carrega não apenas água, mas medo. Em meio à lama e aos escombros, resta a esperança de que as buscas tragam respostas às famílias que ainda aguardam notícias e que o céu, enfim, dê uma pausa para que a reconstrução possa começar.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Agência Brasil

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