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Com prisão iminente, Bolsonaro acelera articulações políticas para 2026

Ex-presidente tenta garantir influência no cenário eleitoral antes do julgamento final no STF.

À medida que se aproxima o julgamento que pode levá-lo à prisão ainda neste ano, Jair Bolsonaro (PL) corre contra o tempo para manter o protagonismo político e alinhar apoios estratégicos com vistas às eleições de 2026. O ex-presidente enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma lista de pedidos de autorização para se reunir, durante o período de prisão domiciliar, com aliados e lideranças de peso da direita.

Encontros estratégicos em meio à tensão judicial

Entre os nomes apresentados por Bolsonaro estão o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil): pré-candidato à Presidência da República e o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP).
Segundo aliados, o encontro com Caiado deve girar em torno do tabuleiro eleitoral de 2026, enquanto com Derrite o foco seria discutir uma possível candidatura ao Senado.

O ex-presidente também solicitou a visita de dirigentes do PL e do PP de diversos estados, como Rondônia, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Minas Gerais, ampliando sua rede de contatos políticos antes que o STF defina seu destino judicial.

Julgamento e expectativa nos bastidores

Os recursos da defesa de Bolsonaro começaram a ser analisados nesta sexta-feira (7) no plenário virtual do Supremo. A sessão deve ser concluída na próxima sexta (14). Após essa etapa, caberá ao ministro Alexandre de Moraes decidir se o ex-presidente poderá cumprir a pena em regime domiciliar.

Nos bastidores, há a expectativa de que Bolsonaro ainda realize uma última reunião com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), antes de uma eventual ordem de prisão.

Estratégia de sobrevivência política

Mesmo diante da iminência de condenação, Bolsonaro tenta preservar sua influência sobre o campo conservador, enquanto evita definir um nome para a disputa presidencial de 2026. Interlocutores afirmam que ele só deve anunciar seu apoio próximo de julho de 2026, às vésperas do pleito.

O ex-presidente aposta que manter o mistério sobre sua sucessão pode fortalecer sua posição como líder simbólico da direita brasileira, mesmo que atrás das grades: uma tentativa de continuar influenciando o jogo político de dentro para fora, sustentando o discurso de resistência que sempre marcou sua trajetória.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Agência Brasil

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