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Combustíveis mais caros marcam o início de 2026 no Brasil

Reajuste no ICMS eleva preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha e reacende preocupação com o custo de vida.

O ano mal começou e o brasileiro já sente no bolso o peso de mais um aumento. Desde a última quinta-feira (1º), abastecer o carro ou comprar o botijão de gás ficou mais caro, um impacto imediato que chega às famílias logo nos primeiros dias de 2026 e pressiona ainda mais o orçamento doméstico.

Entrou em vigor o reajuste da alíquota do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha, decisão tomada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) ainda em setembro do ano passado. A mudança afeta diretamente o preço final pago pelo consumidor e se soma a uma sequência de altas registradas nos últimos anos.

Quanto os combustíveis ficaram mais caros

Com o novo reajuste, a alíquota do ICMS sobre a gasolina subiu 10 centavos por litro, passando para R$ 1,57. No caso do diesel, o aumento foi de 5 centavos por litro, elevando o valor para R$ 1,17. Já o gás de cozinha teve um acréscimo de R$ 1,50 por botijão, item essencial para milhões de lares brasileiros.

Este é o segundo ano consecutivo de aumento no imposto estadual sobre combustíveis. Em fevereiro de 2025, os preços já haviam sido reajustados, ampliando a sensação de encarecimento contínuo do custo de vida.

Critérios usados pelo Confaz

Segundo o Confaz, o reajuste foi definido com base nos preços médios mensais dos combustíveis apurados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A análise considerou o período entre fevereiro e agosto de 2025, em comparação com os mesmos meses de 2024.

A lógica adotada pelos estados é alinhar a arrecadação à variação dos preços praticados no mercado, mas, na prática, o efeito imediato recai sobre o consumidor final.

Impacto que vai além do posto

O aumento nos combustíveis não se limita ao momento de abastecer. Ele influencia o preço do transporte, dos alimentos, dos serviços e de praticamente toda a cadeia produtiva. Especialistas alertam que o reajuste tende a gerar um efeito cascata na economia, pressionando a inflação e reduzindo o poder de compra da população.

No começo de mais um ano, o combustível mais caro reforça um sentimento já conhecido do brasileiro: o de que cada centavo conta. Em meio a contas, escolhas difíceis e ajustes no dia a dia, o aumento reacende uma reflexão inevitável sobre como decisões fiscais e econômicas chegam, de forma direta, à mesa e à rotina de quem apenas tenta fechar o mês.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Estadão Conteíudo

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