Mesmo com a ampliação para 48 participantes, Chile, Peru e outras equipes históricas não disputarão o Mundial nos EUA, México e Canadá.
A Copa do Mundo de 2026 promete ser a maior da história, reunindo 48 seleções entre os dias 11 de junho e 19 de julho, nos Estados Unidos, México e Canadá. Mas, apesar da ampliação do número de vagas, algumas equipes tradicionais de seus continentes já estão oficialmente fora da competição, deixando o torneio sem nomes conhecidos do futebol mundial.
Sul-americanos de fora
Na América do Sul, região marcada por seleções de peso e alto nível técnico, as baixas são significativas. Chile, Peru e Venezuela não conseguiram avançar nas eliminatórias da Conmebol e estão fora do próximo Mundial. O Chile, bicampeão da Copa América (2015 e 2016), e o Peru, que esteve nas últimas edições da Copa, encerram um ciclo difícil de renovação e resultados irregulares.
Surpresas na Ásia e na África
No continente asiático, que contará com oito vagas diretas e uma de repescagem, houve eliminações que chamaram atenção. Entre as 34 seleções que já se despediram estão Coreia do Norte e Kuwait, nomes tradicionais do futebol asiático.
Na África, com nove vagas diretas e uma para repescagem, também houve baixas marcantes. Uma delas é o Togo, que chegou a disputar a Copa do Mundo de 2006, mas não conseguiu repetir o feito. Outros países como Etiópia, Quênia e Congo também ficaram pelo caminho.
América Central e Caribe também têm baixas
Pelas eliminatórias da Concacaf, 20 seleções já estão eliminadas, entre elas Cuba e República Dominicana. A disputa segue intensa na região, já que parte das vagas será preenchida por nações que ainda tentam aproveitar o momento histórico de ampliação do torneio.
Oceania e Europa definem seus representantes
Na Oceania, pela primeira vez, a região contará com uma vaga garantida, conquistada pela Nova Zelândia. No entanto, nove seleções locais: como Fiji, Taiti e Ilhas Salomão, ficaram fora da competição.
Na Europa, onde as eliminatórias são tradicionalmente equilibradas, Gibraltar e Liechtenstein já estão matematicamente eliminados. As principais seleções do continente, porém, seguem em busca de suas vagas no que promete ser uma das Copas mais disputadas dos últimos tempos.
Com grandes ausências e novas potências emergindo, a Copa do Mundo de 2026 se desenha como um torneio histórico, não apenas pelo número recorde de participantes, mas também pelas mudanças que começam a redesenhar o mapa do futebol mundial.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Fifa













