Polícia investiga circunstâncias das mortes de jovens que haviam se mudado para a Grande Florianópolis em busca de trabalho.
O silêncio que angustiava famílias desde o fim de dezembro deu lugar a uma dor ainda mais profunda. Quatro amigos, que estavam desaparecidos desde o dia 28, foram encontrados mortos e enterrados em uma área de mata em Biguaçu, na Grande Florianópolis. A descoberta encerra dias de buscas e incertezas, mas abre uma nova e delicada fase: entender o que levou ao fim trágico de vidas interrompidas tão cedo.
A Polícia Civil de Santa Catarina confirmou que os corpos estavam em avançado estado de decomposição e que a área foi imediatamente isolada para o trabalho pericial. O caso mobiliza diferentes frentes da investigação e tem causado forte comoção entre parentes e amigos das vítimas.
Quem são as vítimas
Dois dos corpos já foram oficialmente identificados: Pedro Henrique Padro de Oliveira, de 19 anos, natural de Araraquara, em São Paulo, e Guilherme Macedo de Almeida, de 20 anos, de Guaranésia, em Minas Gerais. As apurações seguem para a confirmação formal da identidade de Daniel Luiz da Silveira e Bruno Máximo da Silva, ambos de 28 anos. Familiares já reconheceram os jovens, mas aguardam a conclusão dos procedimentos no Instituto Médico Legal.
Mudança, sonhos e o desaparecimento
Os quatro haviam se mudado para Santa Catarina há cerca de quatro meses, em busca de oportunidades de trabalho. Eles moravam juntos em São José, na Grande Florianópolis. O último contato com familiares ocorreu no sábado, dia 27 de dezembro. A partir do domingo, dia 28, o silêncio passou a preocupar, levando os parentes a acionarem as autoridades.
Imagens de câmeras de segurança mostram os jovens no Centro de Florianópolis e, posteriormente, em frente ao prédio onde moravam, no bairro Barreiros, em São José. Depois disso, não houve mais registros do paradeiro do grupo.
Onde os corpos foram encontrados
Os corpos estavam enterrados às margens de uma estrada no bairro Fundos, em Biguaçu. Segundo as primeiras informações, todos já estavam mortos há vários dias quando foram localizados. A Polícia Científica atua na coleta de vestígios que possam ajudar a esclarecer a dinâmica do crime.
Investigações em andamento
A Delegacia de Polícia da Comarca de Biguaçu ficará responsável pela condução do inquérito. A principal linha de investigação busca reconstruir os últimos passos dos jovens, identificar possíveis envolvidos e esclarecer as circunstâncias das mortes.
Enquanto as autoridades trabalham para responder às perguntas que ainda ecoam, ficam a dor das famílias e a interrupção brutal de sonhos construídos longe de casa. Um caso que não é apenas policial, mas humano, e que cobra respostas para que a memória desses quatro amigos não seja reduzida ao silêncio de uma estrada e a páginas de um inquérito.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação













