Nova política amplia acesso à casa própria e incentiva construção civil, com regras claras para famílias e bancos.
O sonho da casa própria pode se tornar realidade para ainda mais brasileiros. Nesta sexta-feira (10), o presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, anunciou que a instituição voltou a financiar até 80% do valor de imóveis pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo). A medida, somada a mudanças no SFH (Sistema Financeiro da Habitação) e no direcionamento dos depósitos de poupança, cria oportunidades inéditas para famílias e fortalece o setor da construção civil.
Como vai funcionar
O CMN (Conselho Monetário Nacional) aprovou um novo modelo que amplia gradualmente o percentual de depósitos de poupança destinados ao crédito imobiliário, passando dos atuais 65% para 100%. Desse total, 80% deverão ser utilizados em financiamentos pelo SFH, com custo efetivo total limitado a 12% ao ano, já incluindo juros, tarifas e comissões.
Os financiamentos com prazo igual ou superior a 30 anos poderão ser contabilizados por cinco anos para cumprimento das exigências do direcionamento. Para contratos mais curtos, o prazo será proporcional. Para estimular a classe média baixa, financiamentos de imóveis com valor inferior a R$ 1 milhão poderão ser contabilizados por até sete anos. Já financiamentos voltados à produção de imóveis residenciais terão prazo de contabilização de dois anos.
O teto do SFH também foi atualizado, passando de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões, permitindo que os mutuários utilizem recursos do FGTS para reduzir o valor financiado, pagar prestações ou fazer amortizações extraordinárias.
Liberação de recursos e impacto para bancos
O Banco Central também ajustou a regulamentação do compulsório sobre os depósitos de poupança. Agora, até 5% dos saldos aplicados em crédito imobiliário poderão ser deduzidos do montante que os bancos precisam manter retido no BC. Na prática, isso libera recursos antes paralisados, ampliando a capacidade de financiamento e fortalecendo o setor imobiliário.
Segundo o BC, essa mudança deve viabilizar R$ 111 bilhões em recursos já no primeiro ano, sendo R$ 36,9 bilhões imediatamente disponíveis para financiamentos habitacionais. É um aumento de R$ 52,4 bilhões em relação ao modelo atual, oferecendo mais crédito e dinamismo ao mercado.
Incentivo à construção civil e à classe média
O presidente da Caixa, Carlos Vieira, destacou que essas medidas são complementares e estimulam o setor de construção civil, enquanto reforçam a confiança da população e das empresas. Além disso, o governo lançou políticas paralelas voltadas a reformas e melhorias habitacionais, beneficiando famílias que querem investir em moradias mais adequadas.
Um passo para concretizar o sonho da casa própria
Com a expansão do crédito imobiliário, famílias de baixa e média renda terão mais condições de conquistar a casa própria, e o setor de construção civil recebe um impulso que gera empregos e movimenta a economia. É uma iniciativa que une acesso, planejamento e impacto social, mostrando que políticas públicas podem transformar vidas de maneira concreta e duradoura.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Caixa Econômica Federal













