Presidente do Congresso sinaliza que decisão sobre o caso deve ficar para a próxima semana.
O presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), iniciou uma análise detalhada das imagens da sessão que aprovou a quebra de sigilo fiscal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A decisão final, no entanto, deve ser tomada apenas na próxima semana.
A medida ocorre após questionamentos da base governista sobre o resultado da votação realizada no âmbito da CPMI do INSS. Parlamentares aliados ao governo alegam que havia maioria contrária à aprovação do requerimento no momento da deliberação.
Análise de imagens e precedentes
Para esclarecer a controvérsia, Alcolumbre solicitou acesso às gravações da sala onde ocorreu a sessão na quinta-feira (26). O objetivo é verificar se, de fato, o placar anunciado refletia a composição real dos votos no plenário.
Além da checagem das imagens, o presidente do Senado também iniciou consultas a técnicos legislativos da Casa para avaliar precedentes sobre a possibilidade de anular o resultado e realizar uma nova votação, caso seja constatada irregularidade no processo.
Bastidores e tensão política
Nos bastidores, aliados de Alcolumbre indicam que ele não vê como adequada a proposta de encaminhar o presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), ao Conselho de Ética, como defendem alguns parlamentares governistas.
A sessão foi marcada por troca de acusações e embates verbais entre parlamentares da base e da oposição, após a aprovação da quebra de sigilo do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Agora, caberá a Alcolumbre decidir se haverá nova votação ou se a deliberação que autorizou a quebra de sigilo fiscal será mantida como válida. A decisão poderá influenciar diretamente o andamento dos trabalhos da comissão e o clima político entre governo e oposição nas próximas semanas.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divullgação













