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Defesa de Bolsonaro fala em saúde “extremamente fragilizada” durante julgamento no STF

Advogado relata crises de soluço e quadro delicado do ex-presidente, que acompanha as sessões de casa em prisão domiciliar.

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) voltou a insistir na fragilidade da saúde do ex-presidente em meio ao julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal), que pode condená-lo por cinco crimes. Nesta quarta-feira (3), após mais um dia de sessões, o advogado Paulo Cunha Bueno disse que Bolsonaro enfrenta uma “situação bastante delicada” e que a recomendação médica é de repouso absoluto.

“Ele tem uma saúde extremamente fragilizada. São muitas horas de julgamento, e a recomendação médica é que mantenha resguardo em casa”, afirmou Bueno. O ex-presidente, em prisão domiciliar desde 4 de agosto, não compareceu presencialmente à Corte e acompanha os trabalhos de sua residência.

Segundo a defesa, além do estresse físico e emocional, Bolsonaro tem sofrido crises de soluço “muito fortes”, que o advogado descreveu como “aflitivas”.

Argumento da defesa

Bueno, ao lado de Celso Vilardi, sustentou na tribuna que não há base jurídica para uma condenação. “Se o julgamento for estritamente jurídico, não há porque condenar o ex-presidente Bolsonaro. A acusação é muito fraca, a prova é ruim e há imputação de fatos que sequer são criminosos”, disse.

Próximos passos

Com a fase de sustentações orais concluída nesta quarta-feira, os ministros da Primeira Turma do STF começam a votar na próxima semana. As sessões estão marcadas para os dias 9, 10 e 12, quando será definido o destino do ex-presidente e de outros sete réus acusados de planejar um golpe de Estado após as eleições de 2022.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/CNN Brasil

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