Advogado José Luis Oliveira Lima se diz indignado com prisão do general e contesta depoimentos do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
A defesa do general Walter Souza Braga Netto afirmou nesta quarta-feira (3) que o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), “mente descaradamente” em seus depoimentos. Braga Netto está preso desde dezembro do ano passado, no Rio de Janeiro, por suspeita de obstrução de justiça, segundo as investigações.
Durante a sustentação oral no STF, o advogado José Luis Oliveira Lima destacou que os depoimentos de Cid foram determinantes para a prisão de Braga Netto e questionou a credibilidade do delator. Segundo Oliveira Lima, Mauro Cid teria procurado o pai por telefone, o general Mauro Lourena Cid, para obter informações sobre a colaboração premiada, o que, na visão da defesa, não justifica a prisão do general.
Defesa contesta delação e pede absolvição
O advogado afirmou que é “inaceitável” confiar na palavra do delator e enfatizou que Braga Netto está detido com base em informações que, segundo a defesa, não condizem com a realidade. Oliveira Lima classificou Cid como irresponsável e reforçou a indignação diante da situação do general, que segundo ele, pagaria por acusações infundadas.
O julgamento, que envolve oito réus do chamado núcleo 1 da trama golpista, segue no STF e deve ter os votos dos ministros iniciados na próxima terça-feira (9). A discussão sobre a credibilidade dos delatores e das provas apresentadas é central para definir o destino de Braga Netto e dos demais acusados, com reflexos diretos sobre a percepção da justiça e da democracia no país.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação













