Manifestações devem reunir apoiadores de Jair Bolsonaro em várias capitais; São Paulo e Rio terão maior concentração de público.
O 7 de Setembro, data que marca a independência do Brasil, também será palco de um embate político. Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) organizam atos em diversas cidades do país, carregando como bandeira as palavras “justiça” e “liberdade”. A expectativa é de que as maiores concentrações aconteçam em São Paulo, na Avenida Paulista, e no Rio de Janeiro, em Copacabana.
Mobilização nas redes e apoio de figuras políticas
Desde as últimas semanas, aliados de Bolsonaro têm intensificado convocações pelas redes sociais. Vídeos com mensagens de incentivo circulam amplamente, entre eles o da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que chamou as mulheres a “intercederem pela justiça no Brasil”.
Nomes de peso do PL também reforçaram o coro. Deputadas como Bia Kicis (PL-DF), Julia Zanatta (PL-SC) e Rosana Valle (PL-SP) se somaram às gravações, destacando a mobilização como um gesto de resistência política.
Presença de governadores e lideranças
Apesar da capilaridade do movimento, desta vez o número de governadores presentes será menor. Confirmaram presença em São Paulo o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e, em Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Já em Santa Catarina, Jorginho Mello (PL) participará de um ato em Florianópolis.
Por outro lado, governadores como Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) e Ratinho Júnior (PSD-PR) optaram por não integrar as manifestações. Em São Paulo, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, também estará presente. No Distrito Federal, entre os confirmados estão a deputada Bia Kicis e o senador Izalci Lucas (PL-DF). Já em Minas Gerais, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) organiza o ato em Belo Horizonte.
Manifestações em meio ao julgamento no STF
O contexto político que envolve os atos adiciona ainda mais tensão à data. As manifestações ocorrem justamente às vésperas do julgamento de Bolsonaro e outros sete réus no STF, acusado pela Procuradoria-Geral da República de tentar abolir violentamente o Estado Democrático de Direito, integrar organização criminosa, provocar dano qualificado e atentar contra patrimônio tombado. O deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) é o único que não responde pelos crimes do período pós-diplomação.
Reflexos para além das ruas
As manifestações do 7 de Setembro não são apenas um ato político: são um termômetro do que ainda pulsa no país. Entre gritos por liberdade e discursos por justiça, há também a tentativa de medir forças num momento decisivo para o futuro do ex-presidente e da direita brasileira. Mais do que nas ruas, a batalha se desenha no campo simbólico, e o eco desses atos certamente continuará reverberando na política nacional muito além do feriado.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/CNN Brasil













