Deputado agradece Trump pela aplicação da Lei Magnitsky contra ministro do STF e afirma que objetivo nos EUA era ver Moraes sancionado.
A decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar a Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), movimentou o cenário político brasileiro e foi comemorada com entusiasmo por um dos principais expoentes do bolsonarismo: o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele agradeceu diretamente ao ex-presidente Donald Trump e afirmou que a medida representava o cumprimento de uma missão pessoal.
“Essa medida não é o fim de nada, mas é apenas o primeiro passo para que possamos resgatar a democracia, a harmonia entre os Poderes e a normalidade das instituições”, afirmou Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos desde março.
O parlamentar revelou que sua permanência fora do Brasil estava diretamente ligada à tentativa de sancionar Moraes. “Quero agradecer ao presidente Donald Trump, ao secretário de Estado Marco Rubio e a todas as autoridades que se envolveram diretamente nessa tomada de decisão, reconhecendo e tendo a sensibilidade de olhar para o Brasil e entender as diversas violações de direitos humanos em curso”, disse.
A aplicação da Lei Magnitsky foi oficializada nesta quarta-feira (30) e tem um peso diplomático significativo. Criada em 2012 nos Estados Unidos, inicialmente para punir autoridades russas envolvidas na morte do advogado Sergei Magnitsky, a lei passou a ter abrangência global e permite que o governo norte-americano sancione indivíduos acusados de corrupção ou violações graves de direitos humanos. As punições incluem congelamento de bens, bloqueio de contas bancárias, cancelamento de vistos e proibição de entrada nos EUA.
Em comunicado, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, justificou a decisão com duras críticas ao magistrado brasileiro. “De Moraes é responsável por uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados; inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.”
A repercussão do caso extrapola fronteiras e inaugura um capítulo tenso nas relações entre Brasil e Estados Unidos, justamente em um momento de forte polarização política interna e com impactos diretos na imagem institucional do Supremo.
Paulo Figueiredo, jornalista que também está nos EUA e atua como interlocutor da Casa Branca ao lado de Eduardo Bolsonaro, celebrou a sanção com uma mensagem direta nas redes sociais: “missão cumprida”.
Até o momento, o STF e a Advocacia-Geral da União (AGU) não se manifestaram oficialmente.

Perfil do Instagram do Eduardo Bolsonaro
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação













