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Eduardo Bolsonaro ataca senadores após derrota da PEC da Blindagem: “Serviçais”

Deputado do PL reage à rejeição unânime do texto no Senado e amplia críticas a governadores de direita.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não poupou palavras contra os senadores que rejeitaram a PEC da Blindagem ainda na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, nesta quarta-feira (24). Em publicação no X, o parlamentar acusou os colegas de “medo politiqueiro” e afirmou que eles se tornaram “reféns de desinformação e engodo”.

A derrota do texto foi considerada um revés significativo para a base bolsonarista. O mais surpreendente, no entanto, foi a postura dos próprios senadores do PL na comissão. Carlos Portinho (RJ), Jorge Seif (SC), Magno Malta (ES) e Rogério Marinho (RN), líder da oposição, acompanharam a unanimidade contrária à proposta: o que aprofundou o desgaste entre aliados.

A PEC, aprovada anteriormente pela Câmara, previa que processos judiciais contra parlamentares só poderiam avançar com aval do Legislativo, em votação secreta. Também ampliava foro privilegiado a presidentes de partido.

Além do Senado, Eduardo mirou sua artilharia contra governadores, inclusive de direita. Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) classificou a PEC como uma distorção do que deveria ser um “remédio”. Romeu Zema (Novo-MG) afirmou que a proposta buscava “cobrir coisas erradas”. Ratinho Junior (PSD-PR) e Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) também se alinharam ao coro de críticas.

Para Eduardo, a rejeição da PEC fortalece o que ele chama de “regime de exceção implementado por um Judiciário corrupto e aparelhado”. Nas palavras do deputado, “nesse país, só vai para a cadeia parlamentar que ousa pensar diferente dos dogmas da extrema esquerda no poder”.

Atualmente, Eduardo está nos Estados Unidos, onde atua ao lado do comentarista Paulo Figueiredo para tentar influenciar o governo de Donald Trump a aplicar sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Mas a ofensiva internacional tem cobrado preço. O deputado enfrenta processo no Conselho de Ética por suas faltas sucessivas, já que não tem mais licença parlamentar, e foi barrado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de assumir a liderança da minoria.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se moveu contra Eduardo e Paulo Figueiredo: na segunda-feira (22), apresentou denúncia ao Supremo por coação no curso do processo, em razão das pressões feitas nos EUA.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

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