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Estupro coletivo em Copacabana: o que já se sabe sobre o crime contra estudante de 17 anos

Quatro jovens estão foragidos após terem a prisão preventiva decretada; adolescente também é investigado.

Um caso brutal, que expõe a face mais cruel da violência de gênero, choca o Rio de Janeiro e levanta um alerta urgente sobre a vulnerabilidade de adolescentes. A Polícia Civil investiga o estupro coletivo de uma estudante de 17 anos, ocorrido no dia 31 de janeiro, em um apartamento em Copacabana, na zona sul da capital fluminense.

O caso ganhou grande repercussão após a 12ª Delegacia de Polícia de Copacabana indiciar cinco suspeitos: quatro maiores de idade e um adolescente. Os adultos já tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça e são considerados foragidos.

Como o crime aconteceu

De acordo com o relato da vítima, ela foi convidada por um colega de escola, o único adolescente do grupo, para ir à casa de um amigo. Ao chegar ao prédio, o jovem teria insinuado que fariam “algo diferente”, proposta recusada imediatamente pela estudante.

Mesmo diante da negativa, segundo a investigação, ela foi levada para um quarto e trancada com quatro homens maiores de idade. A polícia afirma que, após a recusa em manter relações, os suspeitos passaram a retirar suas roupas e a usar violência física e psicológica para cometer os abusos.

Após o crime, a adolescente procurou a família e formalizou a denúncia.

Suspeitos foragidos

Os quatro adultos foram indiciados por estupro com concurso de pessoas. O adolescente responderá por ato infracional análogo ao mesmo crime.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro ofereceu denúncia, e o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro expediu mandados de prisão preventiva. No sábado (28), a polícia tentou cumprir as ordens judiciais, mas os suspeitos não foram localizados.

O Disque Denúncia divulgou cartaz com os nomes dos procurados:

• Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos
• Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos
• Mattheus Verissimo Zoel Martins, 19 anos
• João Gabriel Xavier Berthô, 19 anos

Qualquer informação pode ser repassada de forma anônima às autoridades.

Instituições reagem

A vítima e os investigados são alunos do Colégio Pedro II. Em nota, a instituição afirmou repudiar “a barbárie da violência de gênero”, informou que acolheu a estudante e sua família e que abriu processo administrativo para desligar os alunos indiciados.

A Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro confirmou que um dos foragidos é estudante da instituição. A universidade determinou a suspensão preventiva por 120 dias, proibindo o acesso a aulas e dependências do campus, e reiterou solidariedade à vítima.

Jogador afastado

Um dos investigados, João Gabriel Xavier Berthô, integra o elenco do Serrano Futebol Clube. O clube anunciou o afastamento imediato do atleta e a suspensão de seu contrato, declarando repúdio a qualquer forma de violência.

O caso segue sob investigação.

Mais do que números ou nomes, essa história escancara uma ferida social profunda. Trata-se de uma adolescente que teve sua dignidade violentada e cuja coragem em denunciar pode ser decisiva para que a Justiça avance. Em um país onde a violência sexual ainda atinge milhares de meninas e mulheres, o silêncio não pode ser opção. A sociedade inteira é chamada a olhar para esse crime com indignação, responsabilidade e exigindo que a justiça se cumpra.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Agência Brasil

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