Gestão de Barroso deixa marca de julgamentos polêmicos.
O Supremo Tribunal Federal (STF) encerra nesta quinta-feira (25) o ciclo de dois anos sob a presidência de Luís Roberto Barroso, que passará o bastão para Edson Fachin na próxima segunda-feira (29). A cerimônia de posse será marcada por simbolismo e tensão, refletindo o período conturbado vivido pela Corte.
Legado de julgamentos polêmicos
Durante sua gestão, Barroso presidiu decisões que dividiram a opinião pública e marcaram a história do país. Entre os casos mais emblemáticos está a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, decisão que gerou repercussões internacionais e sanções da administração Trump. Além disso, a Corte enfrentou desafios relacionados às redes sociais, como o banimento temporário do “X”, e pautas sensíveis, como a descriminalização do porte de maconha e o fim da tese do marco temporal.
Homenagens e despedida
Na última sessão plenária, o ministro Gilmar Mendes, decano da Corte, prestou homenagem a Barroso, destacando sua liderança firme em tempos de ataques e tentativas de descredibilizar o STF. Mendes ressaltou que a gestão de Barroso será lembrada por sua condução equilibrada e pela histórica condenação de um ex-presidente por tentativa de golpe.
Em sua despedida, Barroso afirmou que, apesar dos custos pessoais, o STF cumpriu seu papel de preservar o Estado de Direito. Ele também enfatizou a importância da independência da Justiça e da defesa da democracia.
Fachin assume com foco na democracia
Edson Fachin, cofundador do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), assume a presidência do STF com a missão de fortalecer a democracia e o Estado de Direito. Conhecido por sua postura técnica e equilibrada, Fachin destaca a importância da Constituição de 1988 como fundamento da ordem democrática e se compromete a manter a Corte como guardiã da Constituição.
Com a posse de Fachin, o STF inicia um novo capítulo em sua história, com desafios pela frente e a responsabilidade de manter a confiança da sociedade na Justiça brasileira. O futuro da Corte dependerá da capacidade de seus ministros em navegar pelas complexas questões jurídicas e políticas que surgirão nos próximos anos.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Notícias R7













