Proposta será enviada após o recesso, enquanto Haddad tenta retomar diálogo com Hugo Motta para resolver impasse com o Legislativo
O governo federal prepara uma nova proposta de corte de benefícios fiscais como parte da estratégia para alcançar a meta fiscal de 2025. A informação foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta terça-feira (1º), ao comentar os próximos passos da equipe econômica após recentes derrotas no Congresso Nacional.
Segundo Haddad, o texto será enviado ao Parlamento assim que os trabalhos legislativos forem retomados após o recesso. A medida, que deve vir em forma de projeto de lei, está sendo desenhada para preservar os incentivos previstos na Constituição, conforme solicitado por lideranças políticas durante conversas anteriores com o governo.
“Vamos fazer uma proposta para o Congresso depois do recesso, com base nas conversas que foram mantidas com os líderes naquele domingo. Como provavelmente não será uma emenda constitucional, pediram para preservar os benefícios constitucionais”, explicou o ministro.
A declaração acontece em meio ao embate entre Executivo e Legislativo em torno do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Na última semana, o Congresso derrubou o decreto presidencial que ampliava a cobrança do imposto. Agora, a Câmara dos Deputados deve votar a urgência de um projeto de lei que revê uma série de isenções fiscais.
Diálogo com Hugo Motta
Enquanto isso, Haddad tenta reabrir o canal de diálogo com o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). Segundo ele, um telefonema feito na semana passada ainda não teve resposta. “Estou aguardando o retorno da ligação que fiz para ele semana passada”, afirmou o ministro aos jornalistas.
O impasse sobre o IOF e a pressão para reduzir as renúncias fiscais refletem o desafio do governo em equilibrar as contas públicas sem romper com acordos políticos delicados. A expectativa agora é que, com o fim do recesso, as negociações avancem em torno de uma solução que permita recompor receitas sem comprometer setores estratégicos da economia.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação













