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Haddad alerta: sem MP do IOF, orçamento de 2026 pode enfrentar dificuldades

Ministro da Fazenda diz que medida provisória era pressuposto fundamental do Projeto de Lei Orçamentária e pode gerar cortes em emendas parlamentares.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (14) que a aprovação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026 poderá enfrentar dificuldades sem a MP 1303, que trazia alternativas ao aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A declaração foi feita durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Segundo Haddad, deputados e senadores já demonstram compreensão de que a ausência da medida provisória terá impactos diretos no orçamento, incluindo a possível necessidade de cortes em áreas prioritárias e em emendas parlamentares.

MP era pressuposto importante do orçamento

O ministro explicou que a MP 1303 era um elemento central para a estimativa de receitas de 2026, que previa arrecadar R$ 17 bilhões com a medida. Haddad destacou que a MP também era importante para equilibrar diferenças de rendimento entre títulos públicos tradicionais e títulos incentivados.

“A MP 1303 era muito justa, inclusive no que diz respeito aos títulos públicos, porque diminuía a distância do que é pago por alguém que adquire um título público do que é pago por alguém que adquire um título incentivado”, disse Haddad.

Contexto da rejeição da MP

Na semana passada, a Câmara dos Deputados retirou a MP 1303 de pauta, inviabilizando a apreciação da matéria. A medida era considerada estratégica para garantir previsibilidade fiscal e viabilizar o fechamento do orçamento dentro dos parâmetros definidos pela equipe econômica.

Haddad concluiu que, com o retorno do presidente e o diálogo com líderes parlamentares, haverá esforço para buscar uma solução que permita encaminhar o orçamento de 2026 de forma equilibrada, evitando impactos significativos em emendas e projetos prioritários do governo.

O alerta do ministro reforça o desafio de conciliar o planejamento fiscal com o calendário político, lembrando que atrasos ou bloqueios em medidas estratégicas podem repercutir diretamente na capacidade do governo de cumprir metas e garantir recursos essenciais à população.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Diogo Zacarias/MF

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