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Haddad cobra responsabilidade fiscal dos Três Poderes: “Cumprir a meta não é tarefa só do Executivo”

Ministro da Fazenda afirma que Judiciário e Legislativo também devem conter gastos e ajudar a equilibrar as contas públicas.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (8) que a responsabilidade pelo cumprimento da meta fiscal de déficit zero em 2025 não deve recair exclusivamente sobre o Poder Executivo. Em meio às pressões orçamentárias, Haddad reforçou que os Três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário, precisam atuar em conjunto para garantir o equilíbrio das contas públicas.

“É uma tarefa dos Três Poderes cumprir a meta do ano. Se cada Poder usar suas prerrogativas para ampliar o gasto, não conter despesas ou não colaborar com o corte de gastos tributários; que no Brasil chegaram a patamares absurdos, teremos mais dificuldades. Mas estamos dentro do cronograma até aqui”, afirmou o ministro.

A declaração de Haddad ocorre num momento em que o governo enfrenta desafios para manter o controle fiscal, especialmente diante de pressões por aumento de gastos e resistências em cortes de benefícios e subsídios. Nos bastidores, o ministro tem buscado apoio político para aprovar medidas que aumentem a arrecadação e reduzam as chamadas “renúncias fiscais”.

IOF e arrecadação

Haddad também comentou sobre a polêmica envolvendo o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), criticado por parlamentares e alvo de decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro ressaltou que, mesmo com a incerteza em torno da medida, a arrecadação federal no terceiro trimestre superou as expectativas da Receita.

“A arrecadação veio acima do projetado pela Receita Federal, então isso traz algum conforto. Mas seguimos exigindo medidas para cumprir a meta deste ano”, disse.

O tema da meta fiscal zero, compromisso central do novo arcabouço fiscal, tem sido alvo de questionamentos do mercado financeiro, que observa com cautela o ritmo das medidas adotadas pelo governo. Para Haddad, o cumprimento da meta depende não apenas de cortes no Executivo, mas de um esforço coordenado entre os Poderes para rever privilégios, controlar despesas e revisar isenções.

A fala do ministro reforça o tom de alerta diante da complexidade do cenário fiscal brasileiro e a necessidade de cooperação institucional para evitar o crescimento descontrolado da dívida pública.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação

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