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Hildon Chaves muda de partido, assume protagonismo e lança chapa com Cirone Deiró ao Governo de Rondônia

Ex-prefeito deixa o PSDB, se filia ao União Brasil dentro da Federação União Progressista, articula alianças, define vice do interior e entra de vez na disputa de 2026.

A política de Rondônia começa a ganhar novos contornos e, para quem acompanha de perto, já é possível sentir que o jogo mudou. Em um movimento carregado de estratégia e simbolismo, o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, deu um passo decisivo ao trocar de partido e assumir protagonismo em um projeto que pode redesenhar os rumos do estado nos próximos anos.

A filiação ao União Brasil, dentro da Federação União Progressista, foi oficializada nesta quarta –feira (18) em Brasília e não veio sozinha. Junto com ela, Hildon já se posiciona como pré-candidato ao Governo de Rondônia e apresenta uma chapa considerada estratégica, com apoio que vai da capital ao interior.

A cerimônia contou com a presença de lideranças nacionais como ACM Neto e Antônio de Rueda, reforçando o peso político da decisão. Até então presidente estadual do PSDB, Hildon vinha sendo disputado por outras siglas, mas optou por um caminho que amplia sua base e fortalece sua posição no cenário estadual.

Chapa puro-sangue aposta na força da capital e do interior

A principal novidade desse movimento é a definição da chapa majoritária. O deputado estadual Cirone Deiró foi confirmado como pré-candidato a vice-governador, consolidando uma composição chamada nos bastidores de “puro-sangue”, dentro do próprio grupo político.

A escolha do deputado estadual Cirone Deiró como vice na chapa de Hildon Chaves não é apenas um movimento político, mas uma estratégia clara de equilíbrio eleitoral.

Enquanto Hildon carrega a força da capital, com uma trajetória consolidada à frente da Prefeitura de Porto Velho, com alta aprovação após dois mandatos como prefeito, Cirone representa o interior produtivo, especialmente a região de Cacoal e o chamado “cinturão do café”. Reconhecido pela atuação voltada à agricultura familiar e ao desenvolvimento rural, ele agrega capilaridade e aproxima o projeto de quem vive fora dos grandes centros.

Nos bastidores, a leitura é de que a composição fortalece a chapa ao conectar diferentes realidades do estado, criando uma ponte entre quem decide na capital e quem movimenta a economia no interior.

Mais do que uma aliança política, a união entre Hildon e Cirone tenta traduzir um discurso de representatividade. Um sinal de que, para além das eleições, há uma tentativa de construir um projeto que dialogue com Rondônia como um todo.

Federação fortalece projeto e amplia articulação política

A entrada de Hildon na federação formada por União Brasil e Progressistas reorganiza o tabuleiro político em Rondônia. O grupo, que no estado conta com lideranças como o deputado federal Júlio Gonçalves e o deputado federal Maurício Carvalho, passa a ter um nome competitivo na disputa pelo Palácio Rio Madeira.

Com a chapa praticamente definida, as articulações agora avançam para alianças com outras legendas. Nos bastidores, o nome da deputada federal Silvia Cristina aparece como consenso para a disputa ao Senado, reforçando ainda mais a estrutura do grupo.

Cenário eleitoral se intensifica com novos e antigos protagonistas

A movimentação de Hildon acontece em um cenário já aquecido. Entre os principais nomes colocados na disputa estão o senador Marcos Rogério, apoiado pelo grupo bolsonarista e com articulação nacional, e o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, que conta com o apoio do atual governador Marcos Rocha e do ex-senador Expedito Júnior.

Ao mesmo tempo, o cenário também reserva reviravoltas. O PT anunciou o nome de Expedito Neto como pré-candidato ao governo, em uma escolha que surpreendeu parte do meio político, especialmente pelo histórico de críticas do próprio candidato ao partido no passado. O anúncio contou com a presença de José Dirceu, reacendendo debates e polêmicas.

As alianças, por sua vez, mostram o quanto a política é dinâmica. Grupos que já estiveram em lados opostos hoje caminham juntos, enquanto antigas divergências dão lugar a novas estratégias eleitorais.

No fim das contas, mais do que nomes e partidos, o que está em jogo é a confiança de quem observa tudo isso do lado de fora. O eleitor, que acompanha cada movimento com esperança e desconfiança, espera que, no fim, esse complexo jogo político resulte em algo simples, mas essencial: um futuro mais justo, mais equilibrado e mais próximo da realidade de quem vive o dia a dia do estado.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação

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