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Hugo diz que PL da Anistia ainda não tem texto pronto para votação

Presidente da Câmara aguarda conclusão do parecer de Paulinho da Força para definir quando projeto será levado ao plenário.

O debate sobre o chamado “PL da Anistia”, agora rebatizado de “PL da dosimetria”, continua em suspenso no Congresso e mantém viva a expectativa em torno do destino dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Para muitos parlamentares, a decisão que será tomada pode impactar diretamente a relação entre os Poderes e marcar um capítulo importante da política nacional.

Diálogo com bancadas

Em entrevista à CNN nesta sexta-feira (3), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que ainda não existe um texto pronto para votação. Segundo ele, o projeto só avançará após o relator, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), concluir as conversas com as bancadas e lideranças partidárias.

Paulinho tem trabalhado em uma proposta voltada à redução das penas — a chamada dosimetria — como alternativa à anistia ampla. A avaliação entre líderes é que um texto irrestrito poderia ser barrado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por inconstitucionalidade, gerando frustração política e desgaste institucional.

Risco de desgaste no Senado

O relator também destacou que só pretende levar o projeto à votação se houver um acerto com o Senado, lembrando o destino da PEC da Blindagem, aprovada na Câmara, mas arquivada na CCJ do Senado logo em seguida.

Apesar de o regime de urgência já ter sido aprovado em setembro, não há acordo sobre quando o mérito será votado. Na prática, a urgência acelera a tramitação, mas não garante consenso entre as bancadas.

O impasse em torno do PL da Anistia reflete mais do que divergências partidárias: revela a disputa de narrativas sobre como o país deve lidar com os desdobramentos dos atos antidemocráticos. A forma como o Congresso conduzirá esse processo será decisiva não apenas para os envolvidos, mas para a memória recente da democracia brasileira.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/CNN

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