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Hugo Motta afirma que Câmara vai priorizar cortes de despesas na próxima semana

Presidente da Casa diz que votação de proposta sobre incentivos fiscais ficará para mais adiante, enquanto projeto de cortes ganha destaque na pauta.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quinta-feira (23) que a Casa deve priorizar na próxima semana a votação de um projeto voltado a cortes de despesas, enquanto a discussão sobre redução de incentivos fiscais ficará para um momento posterior.

Pauta da Casa e negociações do governo

Segundo Hugo Motta, o governo ainda define qual veículo legislativo usará para apresentar a proposta de corte de despesas, buscando compensar o que foi perdido com a MP 1.303, que perdeu validade sem ser votada.

“É a pauta da Casa. O governo está decidindo o veículo que vai usar nessa questão. Queremos também avançar na pauta do corte linear às isenções tributárias”, afirmou o presidente da Câmara em entrevista.

Projeto de cortes e cronograma de votação

A proposta em discussão deve retomar trechos de consenso da medida provisória e será conduzida pelo líder do governo, José Guimarães (PT-CE). Uma das alternativas analisadas é incluir o tema no projeto que torna crime hediondo a falsificação de bebidas, já aprovado em regime de urgência. A expectativa é que a votação ocorra na terça-feira (28) ou quarta-feira (29).

Em reunião de líderes partidários nesta quinta-feira, Hugo Motta acertou um esforço concentrado de votação de segunda a quinta-feira da próxima semana, contemplando mais de 40 propostas.

Incentivos fiscais ficam para depois

A análise de propostas sobre cortes de incentivos fiscais deve ocorrer apenas no início de novembro. Três projetos tramitam atualmente na Câmara, incluindo um do deputado Mauro Benevides (PDT-CE), que prevê corte linear de 10% nos benefícios tributários e já teve regime de urgência aprovado.

A decisão de priorizar cortes de despesas mostra a intenção da Câmara de organizar a pauta e avançar com medidas que impactam diretamente o equilíbrio fiscal, enquanto ajustes em incentivos fiscais, mais complexos e polêmicos, aguardam definição.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

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