Presidente da Casa defende diálogo e cautela ao tratar de temas que envolvem outros Poderes.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), reforçou nesta sexta-feira (3) que a Casa não tem “dificuldade” em discutir pautas que possam afetar outros Poderes públicos, incluindo propostas consideradas anti-STF. Em entrevista à CNN, ele destacou que qualquer iniciativa apresentada pelos líderes partidários deve ser “colocada à mesa” para debate, reafirmando a importância do diálogo no Parlamento.
Segundo Hugo, o papel do presidente da Câmara não é vetar discussões, mas garantir que elas ocorram com cuidado e cautela, evitando agravar o cenário político. “O presidente da Câmara não tem a condição de vetar qualquer discussão sobre esse ou aquele tema. Temos que procurar, através do diálogo, implementar as pautas que são prioridade para a sociedade brasileira”, disse.
Relação com o Senado e pautas em análise
Hugo também comentou sobre a relação entre Câmara e Senado. Ele afirmou que não há obrigação de concordância mútua: “Não obrigatoriamente o Senado tem que concordar com tudo que a Câmara faz e vice-versa. A Câmara também não precisa concordar com tudo que o Senado faz”.
Sobre o projeto da anistia, o presidente da Casa afirmou que aguarda o texto final do relator, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), e não estabeleceu prazo para votação no plenário. Ele ainda minimizou críticas sobre a suposta “radicalização” da pauta do Congresso.
Diálogo e prioridades para a sociedade
Hugo Motta aproveitou a entrevista para reforçar que a Câmara tem buscado priorizar medidas com impacto direto na vida dos brasileiros, como a aprovação unânime do projeto que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil. Mais do que política, sua mensagem reforça que a atividade legislativa deve equilibrar debate e responsabilidade, garantindo que cada pauta seja tratada com atenção e transparência.
Em um momento de discussões acaloradas e divergências entre os Poderes, a postura do presidente da Câmara mostra que é possível construir caminhos através do diálogo, lembrando que a política também é feita de ouvir, ponderar e agir em prol do interesse coletivo.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/CNN













