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Jovem mata vizinho durante briga e alega legítima defesa em Porto Velho

Discussão entre vizinhos terminou em tragédia no bairro Cristal da Calama; suspeito afirma que agiu para se proteger de ameaças.

Uma discussão entre vizinhos terminou em morte e deixou uma comunidade em choque na zona Leste de Porto Velho. O jovem Giovani dos R. M., de 19 anos, foi preso na noite desta quarta-feira (5) após matar o vizinho, Raylan Felipe, de 29, com golpes de faca. O caso aconteceu no bairro Cristal da Calama e, segundo o suspeito, o crime foi cometido em legítima defesa.

A noite que terminou em tragédia

De acordo com o relato de Giovani à Polícia Militar, Raylan, aparentemente embriagado e bastante alterado, chegou à frente de sua casa por volta das 23 horas, batendo com força na porta e fazendo ameaças sem motivo aparente. O jovem contou que, assustado com a atitude do vizinho, pegou uma faca na cozinha e foi até a porta para entender o que estava acontecendo.

Ao abrir, segundo o depoimento, Raylan teria tentado partir para cima dele. Em meio ao desespero e temendo ser ferido, Giovani reagiu e desferiu duas facadas no peito do vizinho. Ferido, o homem correu até o quintal da própria residência, onde caiu e morreu antes mesmo da chegada do socorro.

Clima de medo e tensão

A esposa de Giovani contou aos policiais que o casal vivia em clima de medo nos últimos dias e não mantinha contato com o vizinho. Ela afirmou que, momentos antes do crime, Raylan teria dito que chamaria “uma facção” para matá-los e atirar contra a casa.

Quando a Polícia Militar chegou ao local, encontrou o corpo da vítima no terreno dos fundos. A Perícia Técnica e o Instituto Médico Legal (IML) confirmaram o óbito e recolheram a faca usada no crime: uma lâmina sem cabo, apreendida e apresentada na delegacia.

Durante a perícia, os agentes encontraram no baú da motocicleta de Raylan, uma Honda Biz, um triturador com resquícios de maconha, uma pequena porção da droga, além de um isqueiro e papel de seda. Vizinhos relataram que o homem estava visivelmente embriagado e transtornado pouco antes da confusão.

Um desfecho que levanta reflexões

O que começou como uma noite comum se transformou em uma tragédia que agora marca duas famílias. De um lado, a dor de quem perdeu um ente querido de forma violenta. Do outro, a vida de um jovem que, mesmo alegando legítima defesa, precisará responder por um crime que jamais poderá apagar.

Casos como esse escancaram o quanto a violência e os desentendimentos cotidianos, muitas vezes alimentados pelo álcool e pela falta de diálogo, continuam roubando vidas e destruindo futuro, lembrando a todos nós o peso de um instante de descontrole.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Rondoniagora

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