Garimpo clandestino degradou quase 10 hectares da Estação Ecológica Umirizal e causou prejuízos ambientais de mais de R$ 175 mil.
A Justiça Federal aceitou, em 8 de outubro de 2025, a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra um homem acusado de crimes ambientais e usurpação de matéria-prima da União. O caso envolve a extração ilegal de ouro na Estação Ecológica Umirizal, em Porto Velho (RO), em 2023, que provocou prejuízos ambientais significativos e degradação de quase 10 hectares da área protegida.
Impactos ambientais e ilegalidade
Segundo o MPF, o réu explorava o minério sem possuir título de lavra ou licenças ambientais necessárias. A atividade aconteceu durante um período de seca severa em Rondônia, o que agravou ainda mais os impactos ambientais. Laudos da Polícia Federal confirmaram que o garimpo estava instalado dentro da unidade de conservação, com escavações que alteraram a paisagem natural, intensificaram a erosão e criaram áreas alagadiças nas depressões abertas.
O valor estimado do prejuízo ambiental supera R$ 175 mil, considerando a destruição da vegetação, o assoreamento do solo e a degradação da Área de Preservação Permanente (APP) do Rio Madeira.
Consequências legais
Com a aceitação da denúncia, o réu passará a responder judicialmente pelos crimes de exploração ilegal de recursos minerais e danos ao meio ambiente. O caso evidencia a persistência de atividades de garimpo clandestino na região e reforça a necessidade de fiscalização rigorosa em áreas protegidas.
A devastação provocada por práticas ilegais como essa não apenas compromete ecossistemas sensíveis, mas também ameaça a fauna, a flora e o equilíbrio hídrico local, lembrando que a preservação ambiental é uma responsabilidade de todos e que violações podem resultar em consequências severas perante a lei.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação













