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Líder do PL diz que “aplicaram morfina” para evitar reação popular à prisão de Bolsonaro

Deputado Sóstenes Cavalcante afirma que decisão sobre candidato da direita em 2026 virá “via Flávio” e compara possível prisão à de Lula.

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que a definição sobre o candidato da direita à Presidência da República em 2026 será tomada em março do próximo ano, e que a orientação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será transmitida “via Flávio Bolsonaro”. A declaração foi feita à CNN Brasil, em meio à expectativa pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os recursos apresentados pela defesa de Bolsonaro e de outros seis condenados por envolvimento na tentativa de golpe de Estado.

Comparação com Lula e críticas ao STF

O julgamento, iniciado nesta sexta-feira (7), pode resultar na prisão do ex-presidente entre dezembro e janeiro, segundo avaliam juristas ouvidos pela emissora. Para Sóstenes, caso Bolsonaro seja detido, o episódio terá um efeito político semelhante ao da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2018.

Bolsonaro correria risco de vida na Papuda. Se colocarem ele em um presídio, isso será um tiro no pé do sistema e vai fortalecer a direita. Vai ser inevitável a comparação com Lula, que ficou em uma cela especial na Polícia Federal”, afirmou o deputado.

O parlamentar também minimizou a possibilidade de grandes mobilizações populares em caso de prisão, afirmando que o STF teria “anestesiado” a sociedade com suas decisões.
Aplicaram morfina aos poucos para não haver reação popular”, declarou.

Direita aguarda sinal do ex-presidente

Outro aliado de Bolsonaro, o vice-prefeito de São Paulo, Coronel Ricardo Mello Araújo (PL), disse à CNN Brasil que a direita está em compasso de espera, aguardando orientações do ex-presidente sobre os rumos eleitorais de 2026.
Não dou um passo sem ouvi-lo. Se acontecer a prisão, vamos seguir as orientações de Bolsonaro”, afirmou.

Com a possibilidade cada vez mais concreta de uma condenação definitiva, o bolsonarismo tenta preservar sua unidade política e se reorganizar diante da ausência de seu principal líder. Entre os aliados, o tom é de resistência e fidelidade; um movimento que reforça a intenção de manter viva a influência de Bolsonaro, mesmo que sua voz precise ecoar de dentro do silêncio imposto pelas circunstâncias.

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