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Lula afirma que indicará ao STF perfil que cumpra a Constituição, e não amigo pessoal

Presidente comenta escolha para vaga aberta por Barroso e reforça compromisso com critérios técnicos e independência judicial.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (13) que ainda não decidiu quem será indicado para a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). A aposentadoria antecipada de Barroso abre espaço para a escolha de um novo integrante da Corte, que terá papel fundamental na interpretação da Constituição e nas decisões que moldam o país.

Critérios técnicos e independência

Ao se manifestar à imprensa em Roma, Lula deixou claro que a indicação não será pautada por amizades pessoais ou alinhamentos políticos. “Eu não quero um amigo no STF, eu quero uma pessoa que tenha como função específica cumprir a Constituição federal”, afirmou. O presidente acrescentou que o critério principal é a capacidade técnica e a experiência do futuro ministro, independentemente de gênero ou cor.

“Quero alguém que seja gabaritado, capaz de assumir a responsabilidade de ser ministro da Suprema Corte, e que antes de tudo respeite e cumpra a Constituição brasileira”, reforçou Lula. A declaração sinaliza a intenção do governo de priorizar a solidez jurídica e a independência do tribunal frente à pressão política.

Escolha ainda não definida

A vaga de Barroso desperta atenção nacional, já que o STF tem papel central em temas delicados da política e da sociedade brasileira. Lula não deu previsão de quando a decisão será anunciada, mas afirmou que pretende escolher alguém alinhado à função constitucional do cargo, evitando influências externas ou escolhas pessoais.

A expectativa é de que a indicação passe pelo Senado Federal para sabatina e votação, processo que garante debate público e transparência sobre o perfil do novo ministro.

A escolha de um ministro do STF é um momento que ultrapassa a esfera política e toca diretamente na confiança da população nas instituições. Lula reforça que sua decisão não será sobre favoritismos, mas sobre responsabilidade, preparo técnico e respeito à Constituição: pilares essenciais para a estabilidade democrática do país.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/G1 – Globo

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