Presidente reforça que perdão aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro atentaria contra a democracia; movimentações políticas aceleram em Brasília.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a demonstrar preocupação com a possibilidade de o Congresso aprovar uma anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Segundo ele, é preciso atenção redobrada às movimentações no Parlamento, onde forças conservadoras ainda mantêm influência significativa.
Congresso sob observação
Em conversa com comunicadores e ativistas do Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte, Lula destacou que a aprovação de um perdão legislativo poderia representar um ataque à democracia e à soberania nacional. “Se for votar no Congresso, nós corremos o risco da anistia, porque o Congresso, vocês sabem, não é um Congresso eleito pela periferia. A extrema-direita tem muita força ainda”, disse o presidente.
Articulações em Brasília
Enquanto isso, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), cotado para disputar a Presidência em 2026, lidera as negociações a favor da anistia. Nesta semana, Tarcísio se reuniu com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e participou de jantar com o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, e o pastor Silas Malafaia, no Palácio dos Bandeirantes. O governador aposta que a proposta conseguirá mais de 300 votos na Câmara, o que tornaria a aprovação no Senado praticamente inevitável.
Alerta à democracia
Lula também reforçou ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), seu posicionamento contrário a qualquer projeto de perdão. Para o presidente, conceder anistia aos envolvidos nos ataques à Praça dos Três Poderes seria uma afronta à ordem democrática e à soberania do país.
Reflexo político e vigilância necessária
O cenário político segue tenso. Enquanto Tarcísio e aliados aceleram negociações, o Palácio do Planalto monitora cada movimento no Congresso. O alerta do presidente reforça que, em tempos de decisões estratégicas e de possíveis mudanças legislativas, a atenção e a mobilização da sociedade e de lideranças comprometidas com a democracia são mais necessárias do que nunca.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação













