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Lula critica “chantagem tarifária” e defende multilateralismo em cúpula do Brics

Presidente destacou sanções secundárias como barreira ao comércio e reiterou posição do Brasil sobre conflitos em Gaza e Ucrânia.

Durante a cúpula virtual do Brics nesta segunda-feira (8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a prática que chamou de “chantagem tarifária”, alertando sobre o uso de tarifas e sanções secundárias como instrumentos para influenciar mercados e interferir em políticas internas de outros países.

Defesa do multilateralismo


Organizada pelo Brasil, a reunião reuniu líderes do grupo Brics para debater novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos e reforçar o compromisso com o multilateralismo. Lula destacou que sanções secundárias restringem a liberdade de fortalecer relações comerciais internacionais. O presidente da China, Xi Jinping, pediu que os países do grupo protejam o sistema multilateral de comércio e resistam a todas as formas de protecionismo.

Posição do Brasil sobre conflitos internacionais


Na cúpula, Lula também se pronunciou sobre a guerra entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza, classificando a situação como genocídio e pedindo seu fim imediato. O presidente reafirmou a decisão do Brasil de aderir a uma ação na Corte Internacional de Justiça (CIJ) contra Israel e destacou que a Solução de Dois Estados estará no centro da atuação brasileira para a paz na região.

Ucrânia e esforços diplomáticos


Sobre a guerra na Ucrânia, Lula defendeu uma solução realista e destacou que o encontro entre Donald Trump e Vladimir Putin no Alasca, assim como desdobramentos em Washington, representam passos importantes para o diálogo. O presidente reforçou que iniciativas como o Grupo de Amigos para a Paz, criado por China e Brasil, e a Iniciativa Africana podem contribuir para avanços diplomáticos e negociações de paz.

Reflexão sobre comércio e diplomacia


O discurso de Lula reforça o posicionamento do Brasil como defensor do multilateralismo e da diplomacia, destacando a necessidade de cooperação entre países para enfrentar desafios globais, sejam econômicos ou de conflitos armados.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Reuters

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