Após deixar a Secretaria-Geral da Presidência, petista avalia candidatura ao Senado por Sergipe.
Em meio às movimentações que começam a redesenhar o cenário político para 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um pedido direto a um de seus aliados mais próximos: que Márcio Macêdo entre na disputa eleitoral. O agora ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência estuda concorrer ao Senado, numa eleição que promete ser estratégica tanto para o governo quanto para a oposição.
A saída de Macêdo do Palácio do Planalto foi oficializada na segunda-feira (20), quando o governo anunciou que ele será substituído pelo deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP). A troca, que vinha sendo aguardada há meses, abre espaço para que o sergipano retome o caminho político em seu estado de origem.
De aliado histórico a possível candidato ao Senado
Deputado federal licenciado pelo PT de Sergipe, Márcio Macêdo construiu uma trajetória sólida dentro do partido. Já foi vice-presidente e tesoureiro nacional da sigla, além de presidir o diretório municipal de Aracaju e o diretório estadual em Sergipe.
Figura de confiança de Lula, teve papel ativo na campanha presidencial de 2022 e foi um dos principais articuladores políticos do governo desde então.
Agora, com o incentivo direto do presidente, Macêdo deve avaliar os próximos passos, enquanto a estrutura de campanha começa a ser desenhada. A possibilidade de disputar uma vaga no Senado tem ganhado força dentro do PT, que vê em sua candidatura uma forma de consolidar o espaço da legenda no Nordeste.
Senado em foco para 2026
Lula tem incentivado aliados a entrarem nas disputas estaduais, especialmente por compreender o peso estratégico das cadeiras do Senado. Em 2026, dois terços da Casa serão renovados, o que torna a eleição uma das mais decisivas dos últimos anos, tanto para a esquerda quanto para a direita.
Mais do que uma movimentação eleitoral, o convite de Lula a Macêdo reflete um gesto de confiança e continuidade política. Para o presidente, fortalecer o Senado com nomes de sua base é essencial para garantir sustentação às pautas do governo e manter o diálogo entre Planalto e Congresso nos próximos anos.
No tabuleiro político que começa a se mover, cada escolha carrega mais do que ambições pessoais; carrega também o peso de um projeto de país em disputa.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/CNN













