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Moraes critica Anderson Torres e diz que “ministro que recebe minuta de golpe decreta prisão, não leva para casa”

Documento encontrado na residência do ex-ministro da Justiça volta ao centro do julgamento sobre a trama golpista.

Em meio ao julgamento histórico que pode definir o futuro político de Jair Bolsonaro e de seus aliados mais próximos, o ministro Alexandre de Moraes voltou a usar palavras duras. Para ele, a conduta de Anderson Torres, então ministro da Justiça, ao guardar uma minuta de decreto golpista em casa, foi inaceitável.

“Minuta deveria ter sido rasgada”


“O ministro da Justiça que recebe a minuta de golpe, rasga e decreta a prisão de quem apresentou, não leva pra casa”, disparou Moraes. O documento, encontrado em janeiro de 2023 na residência de Torres, previa medidas de exceção que poderiam abrir caminho para uma ruptura institucional.

A Procuradoria-Geral da República acusa Torres de dar suporte jurídico a decretos inconstitucionais e de colaborar com a disseminação de ataques contra o sistema eleitoral.

Defesa tenta desqualificar prova


A defesa do ex-ministro, no entanto, minimiza o documento. Alegam que se trata de uma “minuta apócrifa”, sem valor jurídico e que já circulava pela internet desde dezembro de 2022. Segundo os advogados, a peça nunca teria sido discutida nem colocada em prática.

Símbolo de uma trama maior


Ainda que a defesa tente reduzir sua importância, para o Supremo o episódio vai além do papel encontrado. A minuta simboliza o quanto a tentativa de golpe foi planejada e como chegou a se aproximar do núcleo central do governo.

O julgamento segue com os votos dos demais ministros da Primeira Turma. No fim, o que está em análise não é apenas a responsabilidade individual de cada réu, mas o recado que ficará para a história: frente a uma ameaça à democracia, não basta guardar silêncio ou papéis. É preciso reagir com a firmeza que a Constituição exige.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Agência Brasil

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