FGV vai atuar na comunicação digital da Casa até agosto de 2026, buscando maior transparência e engajamento.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos‑PB), firmou contrato de R$ 4,97 milhões com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) para prestar consultoria e modernizar a comunicação digital da instituição. A iniciativa surge em meio a críticas à atuação do Legislativo e ao desgaste da imagem da Câmara junto à população.
Quatro frentes de atuação
O contrato prevê quatro áreas principais: governança, monitoramento de dados, planejamento de conteúdo e audiovisual. Entre as ações estão diagnósticos institucionais, definição de fluxos e protocolos, oficinas de capacitação, criação de dashboards, relatórios analíticos, produção de vídeos e podcasts, além da utilização de inteligência artificial para otimização da comunicação institucional.
O objetivo é transformar os canais digitais da Câmara em ferramentas mais próximas do cidadão, oferecendo conteúdo informativo, transparente e capaz de engajar a população. Motta busca, assim, responder ao ceticismo público e fortalecer a imagem da Casa em redes sociais e plataformas digitais.
Desafios e expectativas
Especialistas alertam que consultoria não garante automaticamente confiança pública. O desafio é que a comunicação vá além de aparências, promovendo diálogo real e prestação de contas efetiva. O sucesso da iniciativa dependerá de métricas de engajamento que contemplem participação cidadã, e não apenas curtidas e visualizações.
A expectativa é que o trabalho da FGV permita à Câmara se aproximar da população, construindo uma presença digital sólida, transparente e confiável. Mais do que números ou estratégias de marketing, a intenção é abrir caminhos para que cidadãos sintam que suas vozes são ouvidas, resgatando confiança e reforçando o papel da política como instrumento de transformação social.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados













