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Negociação de celular termina em tiroteio e passageiro de aplicativo é baleado em Porto Velho

Vítima foi atingida no pé e polícia investiga se aparelho negociado era fruto de crime

Uma noite que parecia comum terminou em violência e medo nas ruas de Porto Velho. Um passageiro de aplicativo foi baleado no pé direito, na terça-feira (23), durante uma negociação de celular que terminou em tiroteio no bairro Cai N’Água, próximo à Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Ele foi levado ao Hospital João Paulo II, onde permanece em observação.

Tiros no momento da compra

A corrida teve início no bairro Cascalheira, zona leste da capital. O motorista transportava dois passageiros até o ponto combinado para a suposta venda de um celular por R$ 600. No local, uma mulher recebeu o aparelho para avaliação e, quando iria fazer o pagamento, um homem armado surgiu de um matagal e começou a disparar contra o grupo.

O motorista manobrou o carro em marcha à ré e conseguiu retirar os passageiros do local. Dentro do veículo, um deles percebeu que havia sido atingido por um disparo. Sem hesitar, o condutor seguiu direto para o hospital.

Compradora desaparece

O outro passageiro relatou que havia marcado a negociação em nome de uma mulher e que ela desapareceu logo após os tiros. A polícia agora trabalha para identificar a suposta compradora e o homem armado que emboscou as vítimas.

Polícia investiga origens do celular

A ocorrência foi registrada como disparo de arma de fogo em via pública, mas a investigação também considera a hipótese de tentativa de homicídio e receptação, já que há suspeita de que o celular envolvido na negociação possa ter sido produto de crime.

Medo e reflexão

O caso acende um alerta sobre os riscos das negociações feitas sem segurança, especialmente em encontros marcados em áreas isoladas. O que deveria ser apenas uma transação de compra e venda terminou com sangue, correria e vidas expostas ao perigo. Mais do que um crime, a noite em Cai N’Água deixa uma reflexão: o preço pago pela imprudência, em algumas situações, pode custar muito mais do que o valor de um aparelho celular.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Instagram

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