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Número de mortos no Irã sobe para 555 após ofensiva de EUA e Israel

País enfrenta bombardeios desde sábado; conflito já atinge mais de 130 cidades e provoca reação em toda a região do Golfo.

O Irã vive dias de devastação e incerteza. O número de mortos desde o início da ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel chegou a 555, segundo dados oficiais divulgados nesta segunda-feira (2). Em meio a sirenes, fumaça e ataques contínuos, o país contabiliza perdas humanas e amplia o temor de que o conflito se torne ainda mais prolongado e regional.

De acordo com a Cruz Vermelha Iraniana, 131 cidades já foram afetadas pelos bombardeios. “Lamentavelmente, 555 de nossos compatriotas foram mortos”, informou a entidade em publicação nas redes sociais, classificando as ações como “ataques terroristas EUA-Sionismo”.

Mortes em diferentes províncias

Na província de Fars, no sul do país, ao menos 35 pessoas morreram, segundo a imprensa local. Já na província do Azerbaijão Oriental, no noroeste, 27 mortes foram registradas, conforme a agência estatal IRNA. A agência Tasnim alertou que o número de vítimas pode aumentar diante dos “ataques contínuos do inimigo”.

A ofensiva teve início na manhã de sábado (28), quando Estados Unidos e Israel lançaram bombardeios em larga escala contra alvos iranianos. Entre os mortos está o Líder Supremo da República Islâmica, o aiatolá Ali Khamenei, atingido em um ataque aéreo.

Nova onda de ataques israelenses

No domingo (1º), as Forças Armadas israelenses anunciaram mais uma onda de “ataques em larga escala” contra Teerã. A ofensiva ocorreu após a interceptação de um míssil lançado pelo Hezbollah.

A imprensa estatal do Líbano informou que explosões também foram registradas em Beirute. O Hezbollah declarou ter o “dever” de apoiar o Irã e lançou drones e mísseis contra o território israelense em retaliação.

Operação conjunta e anúncio de Trump

A operação foi classificada por Tel-Aviv como preventiva. Fumaça foi vista sobre o distrito de Pasteur, em Teerã, onde ficava a residência de Khamenei. Os governos americano e israelense afirmaram que os ataques miraram instalações militares.

O presidente Donald Trump anunciou as operações por meio da plataforma Truth Social, afirmando que o objetivo era “eliminar ameaças iminentes”.

Além do Irã, houve bombardeio no sul do Iraque contra uma base que abriga grupo pró-Irã, deixando ao menos duas pessoas mortas. Explosões também foram ouvidas perto do consulado dos EUA em Erbil.

Mísseis, drones e tensão no Golfo

A Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter mirado a Quinta Frota dos Estados Unidos no Bahrein após lançar uma primeira onda de mísseis e drones contra Israel. O serviço de emergência israelense Magen David Adom informou atendimento a feridos no norte do país.

Explosões foram registradas ainda na Arábia Saudita, no Bahrein e no Catar. Os Emirados Árabes Unidos declararam ter interceptado mísseis iranianos e afirmaram que se reservam o direito de responder.

Enquanto líderes falam em estratégia e defesa, o saldo humano cresce a cada dia. As 555 vidas perdidas representam famílias desfeitas, cidades marcadas e uma geração que volta a sentir o peso da guerra. O Oriente Médio assiste a mais um capítulo sangrento de sua história e o mundo observa, apreensivo, até onde essa escalada pode chegar.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/AMIR KHOLOUSI / ISNA / AFP

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