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Operação Eco investiga empresário suspeito de alertar organização criminosa sobre ação policial em RO

MPRO aponta que sócio de provedor de internet teria vazado informações sigilosas e ajudado grupo investigado por crimes graves.

Uma nova operação contra o crime organizado movimentou o interior de Rondônia nesta quarta-feira (11). O Ministério Público do Estado de Rondônia deflagrou a chamada Operação Eco, que investiga a suspeita de vazamento de informações sigilosas para integrantes de uma organização criminosa.

A ação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, com o cumprimento de ordens judiciais no município de Nova Mamoré. A investigação é considerada um desdobramento da Operação Godos, deflagrada em novembro de 2025.

Mandados de busca foram cumpridos

Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara de Garantias de Porto Velho. As diligências ocorreram em um endereço residencial e também na sede de uma empresa.

Além das buscas, a Justiça autorizou o acesso a dados telemáticos de dispositivos eletrônicos apreendidos na ação.

O investigado também passou a cumprir uma medida cautelar que o proíbe de manter contato com 79 pessoas apontadas como integrantes ou ligadas à organização criminosa investigada no caso.

Suspeita é de obstrução de justiça

Segundo o Ministério Público, o alvo da operação é sócio-administrador de uma empresa provedora de internet e teria violado o dever de sigilo e confidencialidade para favorecer o grupo criminoso.

As investigações apontam que ele teria usado o telefone para enviar mensagens e realizar ligações alertando integrantes da organização sobre o início de uma operação policial anterior, permitindo que tentassem destruir provas e dificultar a ação das autoridades.

A conduta é investigada como possível crime de obstrução de justiça, por supostamente tentar embaraçar o andamento de investigações envolvendo uma organização criminosa armada.

Origem do nome da operação

O nome “Eco” foi escolhido como referência direta à forma como as informações sigilosas teriam sido repassadas aos investigados.

De acordo com o Ministério Público, o suspeito teria funcionado como uma espécie de “sistema de alerta” para o grupo, ecoando os passos das autoridades para dentro da organização criminosa.

O grupo investigado é suspeito de envolvimento em crimes graves, como extorsão, homicídio e lavagem de dinheiro.

Em um cenário em que o crime organizado tenta se infiltrar cada vez mais em diferentes setores da sociedade, operações como essa mostram que o desafio das autoridades vai além de prender criminosos: passa também por identificar e interromper as redes de informação que ajudam a sustentar essas estruturas ilegais.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

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