Segunda fase da Operação Arur Betach aprofunda investigação sobre organização criminosa acusada de aplicar castigos físicos com violência e ameaças.
O horror que veio à tona pelas redes sociais e chocou Rondônia ganhou novos desdobramentos nesta sexta-feira (23). A Polícia Civil avançou em uma investigação que expõe não apenas a brutalidade dos crimes, mas também a frieza com que a violência teria sido ordenada e executada. Mais três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento em casos de tortura que têm como figura central uma influenciadora digital.
As prisões ocorreram durante a segunda fase da Operação Arur Betach, deflagrada pela Polícia Civil em Rondônia, e são resultado direto do aprofundamento das investigações iniciadas após a prisão da influenciadora Izabela Paiva, em outubro de 2025.
Desdobramento de um caso que chocou o estado
Izabela Paiva é apontada pela polícia como responsável por ordenar a aplicação de castigos físicos contra duas pessoas. Segundo os investigadores, os crimes não foram atos isolados, mas parte de uma dinâmica violenta conduzida por integrantes de uma organização criminosa.
As apurações indicam que as vítimas teriam sido submetidas a ameaças e agressões físicas, em um contexto de intimidação extrema. A brutalidade dos relatos levou a Polícia Civil a manter o caso como prioridade investigativa.
Avanço das investigações e novas prisões
Após a prisão da influenciadora, os investigadores deram sequência às diligências para identificar outros envolvidos. O trabalho resultou na identificação de três coautores, presos preventivamente nesta nova fase da operação.
Além das prisões, também foram cumpridos três mandados de busca e apreensão. O objetivo foi recolher novos elementos que ajudem a esclarecer a atuação do grupo e a dinâmica dos crimes cometidos.
O significado por trás do nome da operação
O nome Arur Betach faz referência a uma expressão em hebraico que significa “maldito o que confia”. A frase teria sido citada pela própria investigada em publicações nas redes sociais após os fatos apurados, o que chamou a atenção dos investigadores e acabou dando identidade à operação.
Enquanto as investigações seguem em andamento, o caso reacende um alerta doloroso: a violência, quando naturalizada ou exibida como forma de poder, ultrapassa qualquer limite moral ou humano. Por trás de curtidas, seguidores e discursos nas redes, existem vidas marcadas por medo e dor e é justamente por elas que a Justiça precisa ir até o fim.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Rondoniagora













