Ação da DRACO 1 cumpriu mandados de prisão e busca após investigação revelar ameaças e ordem final para atentados.
Uma investigação silenciosa, iniciada a partir de indícios de ameaças dentro do sistema prisional, terminou na deflagração da Operação Xeque Mate, na manhã desta segunda-feira (2), em Porto Velho. O alvo: presos ligados a uma facção criminosa que planejavam executar policiais penais como forma de retaliação.
A ofensiva foi coordenada pela Polícia Civil, por meio da 1ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO 1), vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado.
Plano surgiu após repressão a ilícitos dentro de presídio
De acordo com as apurações, as ameaças começaram depois que policiais penais intensificaram ações para impedir a entrada de entorpecentes e aparelhos celulares em uma unidade prisional. A atuação teria provocado prejuízos diretos às atividades ilícitas da organização criminosa.
As investigações identificaram conversas e movimentações que apontavam para a elaboração de um plano concreto de atentado contra servidores do sistema prisional.
O nome da operação faz referência à expressão “Xeque Mate”, encontrada nas comunicações dos investigados. O termo era utilizado como sinalização de autorização final para a execução dos ataques.
Mandados cumpridos e lideranças transferidas
Ao todo, foram expedidos 10 mandados, entre ordens de busca e apreensão e de prisão, além de medidas para transferência de lideranças da facção ao sistema penitenciário federal.
As ordens judiciais foram cumpridas com apoio de diversas delegacias especializadas. A operação contou ainda com a participação de policiais penais das unidades envolvidas e do Grupo de Ações Penitenciárias Especiais (GAPE), vinculado à Secretaria de Estado da Justiça.
Plano neutralizado
Segundo a Polícia Civil, a ação resultou na neutralização do plano criminoso antes que ele fosse colocado em prática. A investigação segue em andamento para aprofundar a identificação de outros envolvidos e eventuais ramificações do esquema.
Mais do que o cumprimento de mandados, a operação revela a tensão permanente entre o enfrentamento ao crime organizado e as tentativas de reação das facções dentro e fora dos presídios. Desta vez, a resposta veio antes do ataque e pode ter evitado uma tragédia anunciada.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação













