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Partidos de esquerda resistem a frente única com PT para 2026

Siglas como PSOL, PDT e PSB descartam superfederação com petistas e avaliam que podem cumprir cláusula de barreira sem união formal.

Apesar do apoio ao governo Lula, partidos de esquerda e centro-esquerda têm resistido à proposta de formar uma frente única com o PT para as eleições de 2026. A ideia de uma “superfederação progressista”, sugerida por alas petistas, não empolgou legendas como PSOL, PDT e PSB, que preferem manter autonomia nas urnas.

Segundo apuração da CNN, dirigentes do PDT, PSB e PSOL confirmaram ter sido procurados por interlocutores do PT, que sugeriram a criação de um bloco político para garantir força no Congresso e pavimentar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No entanto, a proposta foi rejeitada por quase todas as legendas.

A única exceção até o momento é o PCdoB, que se mostra mais aberto à ideia. Já o PSOL, por exemplo, mantém postura firme contra a federação com o PT. A presidente nacional do partido, Paula Coradi, afirmou que a legenda seguirá aliada ao governo Lula, mas sem cogitar fusões partidárias.

“Estamos juntos do PT na luta contra a extrema-direita, mas um caminho para uma federação sequer é cogitado internamente no partido”, disse Coradi.

O PSOL deve manter a federação já existente com a Rede Sustentabilidade, enquanto o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) avalia uma possível candidatura ao Senado, dependendo das alianças regionais.

PSB e PDT também estudam unir forças, mas reconhecem que há pouca chance de um acordo nesse momento. As duas siglas avaliam que podem atingir a cláusula de barreira sem precisar de federações, repetindo o desempenho de 2022.

De acordo com a legislação eleitoral, os partidos precisam eleger ao menos 11 deputados federais em nove estados diferentes ou obter 2% dos votos válidos para a Câmara em pelo menos nove unidades da Federação, com mínimo de 1% dos votos válidos em cada uma, para terem direito ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda gratuita no rádio e na TV.

Nos bastidores, líderes partidários também temem que uma federação com o PT possa representar subordinação política e prejudicar as identidades próprias de cada legenda, especialmente em disputas locais e regionais.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação

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