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Pesquisa mostra ampla rejeição à PEC da Blindagem entre eleitores de Lula e Bolsonaro

Levantamento do Ipespe revela que sociedade vê proposta como retrocesso e pressão deve pesar no Senado.

A rejeição à chamada PEC da Blindagem não é apenas um sentimento isolado de parte da sociedade. Uma pesquisa divulgada pelo Ipespe nesta terça-feira (23) mostra que tanto eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto de Jair Bolsonaro (PL) desaprovam a proposta que amplia a proteção de parlamentares na Justiça. O resultado reforça a resistência popular a um texto que, embora tenha passado pela Câmara, enfrenta agora seu maior teste no Senado.

O que dizem os números
Segundo o levantamento, 87% dos eleitores de Lula no segundo turno de 2022 são contra a PEC. Entre os que votaram em Bolsonaro, a rejeição também é maioria: 52%. O índice chega a 75% entre aqueles que não votaram. Já os favoráveis são minoria em todos os grupos, com destaque para os 38% de apoio entre os eleitores do ex-presidente.

O que está em jogo no Congresso
A proposta, aprovada em dois turnos na Câmara, dificulta a abertura de processos criminais contra deputados e senadores e amplia o foro privilegiado para presidentes de partidos. Na prática, críticos apontam que o texto abre caminho para a impunidade e para a blindagem de políticos investigados.

Nesta quarta-feira (24), a PEC será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde o relator Alessandro Vieira (MDB-SE) já recomendou a rejeição integral.

Pressão das ruas e da opinião pública
Além dos números da pesquisa, manifestações em diversas capitais no último domingo (21) deram voz à insatisfação popular contra a proposta. Com a sociedade civil organizada e a opinião pública em peso contra a PEC, a pressão sobre os senadores tende a aumentar nos próximos dias.

Um recado claro ao Congresso
Mais do que estatísticas, os números revelam um recado direto à classe política: a sociedade não aceita retrocessos que reforcem privilégios. A votação no Senado será não apenas um julgamento da proposta em si, mas também um teste da capacidade do Congresso de ouvir a voz das ruas e se alinhar ao desejo de um país mais justo e transparente.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Folha Uol

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