Buscas em Rondônia tentam esclarecer apoio à fuga de investigadas por tortura, sequestro e cárcere privado contra mulher boliviana.
A investigação que chocou a região ganha novos e delicados contornos. A Polícia Federal avançou, nesta terça-feira (27), em mais uma frente da Operação Bisturi, tentando entender até que ponto a rede de apoio às médicas investigadas pode ter contribuído para a fuga das suspeitas. O caso, que envolve denúncias graves de tortura e cárcere privado contra uma mulher boliviana, segue mobilizando esforços das autoridades e despertando forte comoção.
Ao todo, quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Porto Velho e Guajará-Mirim. As diligências fazem parte do desdobramento da operação que investiga as médicas Priscila Romão e Nágila Duran, apontadas como responsáveis diretas pelas agressões e restrição de liberdade da vítima.
Apoio à fuga e possível obstrução
Segundo a Polícia Federal, as buscas tiveram como objetivo reunir novos elementos sobre um possível apoio material e logístico à fuga das investigadas, que tiveram a prisão preventiva decretada. Além disso, os agentes apuram indícios de tentativa de ocultação de fatos e eventual obstrução das investigações, o que pode ampliar o número de envolvidos no caso.
A suspeita é de que terceiros tenham auxiliado as médicas a escapar da ação policial, dificultando o cumprimento das ordens judiciais.
Operação Bisturi e médicas não localizadas
A Operação Bisturi foi deflagrada na semana passada e, no dia 14, a Polícia Federal já havia cumprido três mandados de busca e apreensão, além de tentar executar as prisões preventivas. No entanto, as investigadas não foram encontradas nos endereços indicados, o que acendeu o alerta entre os investigadores.
Risco de fuga internacional
Informações obtidas posteriormente indicaram que as médicas estariam tentando fugir para a Bolívia, o que levou a PF a ampliar o alcance da investigação para identificar possíveis colaboradores e rotas utilizadas na tentativa de evasão do país.
Enquanto as buscas seguem e novas pistas são analisadas, o caso expõe não apenas a brutalidade dos crimes investigados, mas também a complexidade de desmontar redes de apoio que tentam driblar a Justiça. Para a vítima, resta a espera por respostas e responsabilizações. Para a sociedade, fica a reflexão sobre a urgência de proteger vidas vulneráveis e garantir que crimes dessa gravidade não fiquem impunes.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Reprodução













