Operação flagrou quatro envolvidos, incluindo liderança indígena, e apreendeu 84 pedras supostamente extraídas de garimpo clandestino.
A tarde de quarta-feira (19) foi marcada por uma operação que expõe mais uma vez a ferida aberta da exploração mineral ilegal na Amazônia. A Polícia Federal prendeu quatro pessoas flagradas negociando diamantes clandestinos em uma propriedade na zona rural de Espigão D’Oeste, em Rondônia. A cena, cercada de tensão e urgência, foi resultado de um trabalho de inteligência que já havia antecipado a movimentação para concretizar a transação.
Os agentes acompanharam a chegada dos suspeitos em dois veículos e fizeram a abordagem no momento em que o grupo se encontrava no local. O resultado da ação reforça a dimensão da atividade ilícita na região: foram apreendidas 84 pedras translúcidas, possivelmente diamantes, além de celulares e os carros utilizados na negociação.
Entre os detidos, histórico de envolvimento e liderança indígena
De acordo com a investigação, entre os presos há pessoas já citadas em procedimentos relacionados ao comércio ilegal de diamantes, além de uma liderança indígena de etnia local. A PF afirma que a prática, em tese, configura o crime de usurpação de bens da União, previsto no artigo 2º da Lei nº 8.176/91, sem prejuízo de novos crimes que possam ser identificados ao longo da apuração.
Todo o material apreendido e os quatro detidos foram levados para a base Roosevelt da Polícia Federal, em Pimenta Bueno, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante. Os envolvidos permanecem à disposição da Justiça.
Investigações continuam para identificar outros nomes
A polícia seguirá analisando as evidências e aprofundando diligências para descobrir possíveis conexões criminosas e outros participantes do esquema. Se confirmadas as suspeitas, os investigados poderão responder por crimes contra o patrimônio da União, associação criminosa e outras infrações.
Compromisso com proteção da Amazônia
Em nota, a Polícia Federal destacou que mantém o compromisso de combate à extração ilegal de minérios e à proteção dos recursos da União, especialmente em área amazônica. A corporação reforçou, também, sua atuação em defesa dos direitos de povos originários e da preservação ambiental: dois pilares que seguem pressionados pelo avanço do garimpo clandestino no Norte do país.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/PF













