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PF responde Toffoli em sigilo e evita confronto em investigação contra Banco Master

Diretor-geral da corporação prestou esclarecimentos ao STF após cobrança do ministro por suposta demora; operação envolve apreensão bilionária e segue sob sigilo absoluto.

A Polícia Federal respondeu formalmente ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o magistrado apontar “falta de empenho” da corporação no cumprimento de prazos relacionados ao Caso Master. A manifestação foi apresentada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, diretamente nos autos do processo, que tramitam sob sigilo absoluto.

A cobrança de Toffoli veio à tona nesta quarta-feira (14), quando o ministro retirou o sigilo de parte dos despachos do caso, incluindo a determinação para que a PF explicasse a demora na deflagração da operação contra Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e seus familiares.

Além disso, o ministro ordenou que todos os bens apreendidos na segunda fase da Operação Compliance Zero sejam encaminhados ao STF devidamente lacrados.

Investigadores da Polícia Federal, ouvidos sob reserva, afirmam que a complexidade da operação exigiu planejamento logístico detalhado. A ação envolveu o cumprimento de 42 mandados em cinco estados e resultou no bloqueio e apreensão de cerca de R$ 5,7 bilhões em bens dos investigados. Segundo delegados envolvidos no caso, os pedidos de diligências haviam sido protocolados ainda no ano passado e aguardavam autorização judicial para avançar.

Recuo após novo pedido da PF e aval da PGR

Documentos do processo indicam que Toffoli inicialmente havia negado o pedido de busca e apreensão na residência de Vorcaro. A decisão foi revista após a Polícia Federal apresentar um pedido de reconsideração, sustentado na existência de indícios de novos ilícitos supostamente praticados pelo banqueiro.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, reforçou o pleito da PF e se posicionou favoravelmente à realização das buscas. Para ele, as diligências anteriores não alcançaram a totalidade dos fatos investigados, sendo necessária a coleta de novos elementos probatórios.

Gonet destacou a importância da apreensão de documentos, registros, mídias e dispositivos eletrônicos, que poderiam contribuir para a identificação de outros envolvidos e para a delimitação das condutas investigadas.

Ao reconsiderar a decisão, Toffoli autorizou o cumprimento das novas diligências na residência do investigado, em conjunto com as demais medidas já deferidas, determinando que a operação fosse realizada na manhã do dia 14 de janeiro.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Estadão Conteúdo

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